Visualizações

17 de fev de 2014

The Rose- Parte 6 (final)

O Baile


-Que tal o Jake?- Mandy sugeriu, encarando a lista de alunos bem nas suas mãos.
-Não- Demi disse pela trigésima vez. A palavra já estava saindo automaticamente de sua boca.
-Demi, você não quis nenhum dos garotos, e isso porque você só quer o Joe. Então para de dizer que não tem um par e vai logo convidá-lo- reclamou.
-Não- disse novamente, bufando logo depois- Eu quero que ele me convide.
-Pois isso é impossível, já que ele não vai ao baile.
-Então eu também não vou- disse decidida.
-Ah, mas você vai- a amiga disse calmamente, com uma certeza impressionante na voz.
-Sozinha?- Demi fez um biquinho.
-Quem mandou recusar todos aqueles convites?
-Ah, Mandy, eu preciso dormir. Só isso- suspirou- Depois eu decido esse negócio do baile.
-Não tem nada pra decidir nem tempo pra dormir. Eu tô indo agora pro salão e você vai comigo. Eu te arrasto até aquele baile, mesmo que você vá sozinha. Sempre tem alguém sozinho também, você vai sobreviver.
-Ninguém merece- reclamou, mas pegou a bolsa e seguiu a amiga.
Demi agradeceu por não chegarem tão rápido ao salão. O trânsito era uma coisa irritante, mas ajudava quando se tratava de pensar. E era isso que ela queria fazer agora.
Ouviu a música que Mandy havia colocado, mas isso não a animou. A menina permaneceu olhando através da janela, refletindo sobre suas decisões, suas escolhas e opções. Ela o teria se realmente quisesse. Era isso, bastava querer.
Ela pegou o celular em um movimento rápido e respirou fundo antes de começar a escrever a mensagem.

“Eu... tava pensando no dia em que a gente fez aquele trabalho em dupla, e nas perguntas que agora parecem fazer muito mais sentido. Eu só queria que soubesse que eu pensei em você quando respondi as suas perguntas, que por um acaso eram direcionadas a mim, pelo menos eu acho que sim. Eu me lembro de você dizendo que tinha se apaixonado por uma menina e não tinha superado ainda, eu me lembro de como eu senti ciúmes e inveja dela. Quando você começou a descrevê-la, eu me perguntei a todo o momento o que ela tinha que eu não tinha. Enfim, eu... sei que talvez você tenha ficado chateado comigo, mas eu... te amo. E... se não for pedir muito... queria que você fosse ao baile.
Demi”

Sorriu pensando no melhor e saiu do carro quando chegaram ao salão. Ela iria ao baile apenas por ele. E esperava que ele fosse. Apenas por ela.
________________________________________________

-Filho!- Denise sorriu surpresa- Achei que não fosse ao baile- ela disse.
-É, mudei de ideia- deu de ombros- Talvez seja legal.
-E essa rosa? Alguma garota em especial?- perguntou curiosa.
-Talvez- ele disse.
-Ótimo- sorriu- Então se divirta- disse antes que ele saísse de casa com a rosa na mão.
Joe entrou no carro e pegou o celular no bolso do smoking. Leu novamente a mensagem de Demi e sorriu sozinho. Aquilo deveria significar alguma coisa, ou então ela não se daria o trabalho. Mas ele ainda tinha receio de que Demi apenas quisesse que ele fosse sem nenhum intuito de ficarem juntos. Tudo bem que isso soava meio ridículo, mas ela tinha um par, certo? E até onde Joe sabia, esse par não era ele.
De qualquer forma, o pior que poderia acontecer seria vê-la com outro cara, mas ele já estava... conformado com a situação. Fosse como fosse, era só voltar para casa caso não saísse como o que seu coração planejava.
Estacionou em frente à escola e tudo parecia tão diferente dos dias normais. A decoração era caprichada e as luzes fortes e chamativas iluminavam tudo ao redor dali. Joe colocou a máscara e torceu para que achasse Demi com facilidade. Não que as pessoas levassem muito a sério esse negócio de baile de máscaras, mas vai saber, né?!
Pegou a rosa e caminhou na direção da entrada. Mas por algum motivo, o barulho e a quantidade de pessoas fez com que ele optasse pela entrada dos fundos, e seria até melhor, já que assim ele poderia ver os jardins, ao redor, decorados.
Quando abriu a porta, todos o encararam. Ele não sabia por que, mas parecia que era um costume. Talvez adivinhar quem era, ou algo do tipo. Isso o incomodou, mas não totalmente, pois não achava que seria possível reconhecê-lo.  Então caminhou mais um pouco, ainda mantendo a rosa grudada ao corpo, na frente do peito e podia perceber as pessoas comentando. Não que as expressões delas fossem ruins, eram apenas curiosas.
Antes que ele pudesse procurar muito por Demi, encontrou-a. A menina agora estava parada na frente dele, porém existia ainda uma grande distância entre os dois. Logo ela deu um jeito nisso.
Sem se importar com qualquer coisa, ela correu na direção de Joe e parou bem na frente dele. Uma das mãos de Joe foi colocada rapidamente na direção dela, e ele entregou a rosa. Ela segurou, encarou-a por um tempo, e depois voltou seus olhos para os dele. O menino não sabia se ela tinha de fato o reconhecido, mas quando sentiu os lábios de Demi contra os seus, teve certeza de que, de alguma forma, ela sabia que era ele. Muitos cochichos foram ouvidos, mas nenhum dos dois ligava de fato. O beijo foi lento e apaixonado, mas não durou muito. Ainda confuso e estranhando a repentina decisão dela, Joe se afastou e preparou-se para perguntar por que ela o havia beijado na frente de todos, mas antes disso, uma outra coisa martelava em sua cabeça.
Demi tirou a máscara que tapava a parte superior do rosto dele e todos ao redor dois ficaram ainda mais curiosos. Alguns comentaram com seus pares, outros apenas soltaram alguma palavra aleatória. Mas depois, a música relativamente calma deu lugar a uma muito barulhenta, o que fez Demi segurá-lo pela mão e arrastá-lo para o lado de fora do salão.
-Como soube que era eu?- ele perguntou, liberando junto com a pergunta toda a sua curiosidade.
-A rosa- ela sorriu, encarando a flor nas mãos- Quando eu vi a rosa, eu soube que era você. Obrigada por ter vindo- sussurrou, encarando-o.
-Como...?
-Ontem a gente brigou e eu não encontrei nenhuma rosa no meu armário- deu de ombros- Eu... senti que era você.
-Achei que não gostasse de receber as rosas- ele lembrou-se do que ela havia dito, uma certa vez.
-Se eu soubesse que vinham de você, teria sido completamente diferente. Eu achei que era uma brincadeira, não imaginei que alguém perderia o tempo fazendo algo assim... tão verdadeiro- disse com um sorriso no rosto- Eu não sei como você fez isso, porque eu mudei a senha muitas vezes- ela disse.
-Tenho meus truques- deu de ombros, vendo-a revirar os olhos- Não posso contar, talvez eu ainda precise usufruir disso, algum dia, em alguma situação- deu de ombros, sorrindo divertido.
-Não importa- ela disse- Foi por uma ótima causa- ela mostrou a rosa.
-E... por que você me beijou na frente de todo mundo? Achei que...
-Achou errado. Eu te escolhi- disse simplesmente- Eu te amo, e na verdade eu não deveria ter que fazer uma escolha. Se ser popular me faz ter que escolher, eu prefiro viver a minha vida sendo quem eu sou e com as pessoas que realmente gostam de mim ao meu redor. Prefiro ser feliz- deu de ombros.
-Seu par?- ele questionou.
-Eu menti- ela fez uma careta- Eu não tinha um par. Eu recusei todos os convites por que eu só queria vir com você. E... como você não tinha me convidado- deu de ombros, rindo sem humor.
-É muito tarde agora?- Joe segurou a mão dela, sorrindo. A menina negou e sentiu seus lábios se tocarem- Então, você quer ser meu par?
-Claro que eu quero- Demi jogou seus braços ao redor do pescoço do menino e sentiu as mãos dele em suas costas, abraçando-a.
Eles caminharam juntos para onde todos estavam, e apesar dos olhares assustados, ninguém parecia de fato incomodado. Era só muita loucura para um baile só, claro, mas com o tempo todos eles se acostumariam com o novo casal.
Joe e Demi dançaram juntos por algum tempo, sempre sozinhos em um canto, apenas eles, aproveitando o momento. Beijaram-se com naturalidade, sem se importarem com quem estivesse olhando. Eles estavam atrás da felicidade, e a encontravam quando estavam juntos.
-Sabe, eu sempre vim aos bailes pra marcar presença- ela disse- Eu nunca me diverti de verdade, até hoje. Mas mesmo assim... quer sair daqui?- sugeriu com um sorriso.
-Eu odeio bailes- foi a resposta dele, sorrindo junto a ela.
_____________________________

-Você me deu tantas rosas- ela comentou com a cabeça deitada no ombro dele- Eu me sinto em dívida- confessou.
-Hum...- ele fingiu pensar enquanto deslizava as mãos pelo cabelo dela. Joe encarou o céu estrelado, a lua brilhante que iluminava a rua onde estavam. Do outro lado era possível enxergar a escola, porém bem distante- Que tal se você me desse um beijo por cada rosa?- sugeriu.
-Eu teria que te beijar pra sempre, né?!- Demi riu, mas devia confessar que a ideia era tentadora.
-Essa é a ideia- ele deu de ombros, puxando-a para um beijo intenso e demorado.

Demi acariciou o rosto de Joe em meio ao beijo e brincou com seu cabelo quando ele a trouxe para mais perto. Ambos se perderam no momento depois de um tempo, e nada além daquilo importava mais. Nada além daquilo iria jamais importar.

FIM

Bom pessoal, acabou :( eu acho que essa foi uma das minifics que fez mais sucesso e eu tô muito feliz por isso :D :D :D (créditos à Steph também, hein :P) enfim... muito obrigada por tudo mesmo e eu não sei mesmo quando eu volto com alguma coisa nova :s de qualquer forma, não é um "adeus", é um "até logo" ;)

Amo vocês
mil beijocas,
Brubs <3

respostas aos comentários > aqui

16 de fev de 2014

The Rose- Parte 5

Indiferença

Demi acordou por volta de três da manhã. A chuva finalmente tinha passado, ou talvez já tivesse passado bem antes, mas ela estava ocupada demais para perceber. Ainda com os braços de Joe ao seu redor, ela sorriu por um longo tempo. Virou-se lentamente na direção dele e encarou sua expressão serena. Aquilo poderia ser uma das razões que a fariam ficar, mas pensar em encará-lo acordado a fazia querer sair dali. E foi o que ela fez.
Saiu com cuidado para não acordá-lo, tirando os braços dele de seu corpo. Aquilo foi mais doloroso do que ela imaginava. Pegou as roupas, agora já secas, e as vestiu. Depois de pisar fora da casa, ela suspirou. Falaria com ele depois.
Caminhou até sua casa e entrou sem fazer barulho. Tirou mais algumas horas de sono antes de acordar com o despertador, e o mesmo aconteceu com Joe. Ele havia acordado pouco depois dela e claro, a decepção era visível em seu rosto. Então era assim que ela fazia? Mexia com os sentimentos dele e depois ia embora sem nem um adeus?
____________________________

-Espera, Joe, eu preciso falar com você- ela disse correndo atrás dele pelo corredor. A menina respirava com dificuldade e esbarrava em quase todo mundo que estava de pé.
-Eu não acho que a gente tenha alguma coisa pra falar- ele disse frio. Ela parou na hora.
-Mas...
-Ou então você não teria ido embora- deu de ombros, seguindo seu caminho.
-Eu posso te explicar- ela disse.
-Então explica aqui, na frente de todo mundo- pediu, desafiador. Demi semi cerrou os olhos e abriu a boca pronta para dizer palavras que não estavam mais ali- Claro, você não consegue.
-Isso não é justo- a menina sussurrou com raiva.
-E o que é justo? Você não querer que ninguém saiba?
-Joe- ela murmurou com a voz baixa- É sério? Você acha o que? Que eu viria aqui falar com você se não quisesse ser vista falando com você?- sugeriu, irônica.
-Falar comigo é uma coisa, mas dizer pra todo mundo o que aconteceu é outra completamente diferente.
-E isso é assim tão importante pra você? Porque? É importante pra você que saibam que nós dormimos juntos?- por sorte, não havia ninguém prestando atenção.
-Eu não faço a mínima questão que saibam.
-Então qual o problema?- ela perguntou nervosa.
-Nós somos pessoas completamente diferentes, Demi. E eu não acho que você queira perder tudo que tem- deu de ombros- A gente se fala depois- ele sussurrou quando o sinal bateu.
Demi jogou a mochila nas costas, mas não foi para a aula.
________________________

-Esse negócio de perder aulas por causa dos seus desabafos ainda vai me dar problemas- Mandy disse quando Demi sentou-se no banco.
-Ele simplesmente foi embora, sem querer nem me ouvir.
-Demi, já pensou em como isso deve estar sendo pra ele? Quer dizer, você é a Demi e ele é o Joe... e eu ainda não acredito no que você acabou de me contar- disse rapidamente.
-Eu... só não sei o que fazer. Se por um acaso ele quiser alguma coisa comigo...
-E é claro que ele quer, né, meu amor- Mandy a interrompeu.
-Eu não sei se... eu tô pronta pra deixar tudo isso pra trás. A minha reputação vai cair penhasco abaixo.
-Aí é você quem escolhe: Joe ou a sua reputação.
-Qual a sua opinião?
-Há muito pouco tempo atrás eu diria a sua reputação, mas você ama aquele garoto, Demi. Acho que vale mais ser feliz, né?- sorriu.
-Eu acho que sim- deu de ombros, com um mínimo sorriso no rosto.
Mesmo que seu coração pertencesse a ele, era muita coisa a ser deixada pra trás.
_______________________________

-Você tá com muita raiva de mim?- a voz fez Demi pular da cadeira. Ela virou-se na direção dele até perceber que estavam sozinhos na sala.
-Tô- voltou-se para os cadernos na mesa.
-Desculpa- ele pediu- Eu não queria ser grosso, Demi, mas fala sério, você...
-Eu o que?- ela interrompeu- Por que você não para de tirar conclusões precipitadas sobre mim e em vez disso tenta me ouvir?- pediu.
-Tudo bem, eu te ouço.
-Eu só fui embora porque eu precisava de tempo pra pensar. Aconteceu de uma hora pra outra, Joe, eu não esperava por nada disso. Eu não paro de pensar e pensar e isso tá fazendo a minha cabeça parecer uma bomba. Não foi porque eu não queria mais te ver ou falar com você, não foi porque não significou nada.
-E o que você pretende fazer?- perguntou- Demi, você tá mesmo considerando a ideia de deixar toda a sua fama pra trás... pra isso?- ele apontou para os dois- Quer dizer, o que é “isso”, na verdade?
-Eu não sei, eu não sei de nada, eu...- ela respirou fundo- Se você quiser isso assim como eu, a gente pode...
-Você quer isso?- ele perguntou erguendo a sobrancelha.
-Quero, Joe, que droga, eu quero! Você ainda não entendeu isso? É tão bizarro assim pra você? Pelo amor de Deus!
-Tá bem, calma- ele pediu- Eu também quero- disse depois de um tempo.
-Desde...quando?- a menina perguntou relutante.
-Faz bastante tempo- deu de ombros, como se não tivesse a mínima importância- Mas não acho que isso seja tão surpreendente assim- completou.
-Na verdade, é mais surpreendente do que você pensa- ela respirou fundo, fechando os olhos.
-Por que? Quer dizer, eu acho que sou só mais um a ter uma queda por você.
-É só uma queda?- ela quis saber. Ele demorou um pouco, mas negou desviando o olhar rapidamente- É que eu... já tem tempo que eu...
-Que você...?- ele repetiu, esperando pacientemente que ela dissesse o que parecia ser tão difícil.
-Eu não sei como te explicar isso- confessou- Você vai me achar louca.
-Demi, depois de tudo isso, eu já te acho louca- Joe disse com sinceridade, fazendo-a rir.
-Tudo bem- assentiu- Faz um tempo que eu tenho uma... queda por você- ela disse as palavras lentamente, prestando atenção a cada detalhe- Aquele tipo de queda que não é só uma queda. É que se eu dissesse que sou meio apaixonada por você, seria loucura ao extremo, mas na verdade é isso mesmo. Eu não te conhecia e mesmo assim, de algum jeito, você ganhou o meu coração- sussurrou receosa.
-Você só pode estar de brincadeira comigo- ele disse.
-Eu não sei qual é o problema. Tá, é no mínimo estranho, mas você é uma pessoa como todas as outras. Só que em vez de correr atrás de mulheres e de fazer besteiras, você quer ser alguma coisa útil na vida. E você sempre me pareceu uma pessoa boa, não sei, alguma coisa em você me chamava atenção. Eu te amo sim e eu te acho, tipo, muito bonito mesmo- disse- Não sei porque você tem tanto problema em acreditar que alguém possa se apaixonar por você.
-Talvez porque eu me apaixonei pela menina mais popular da escola, talvez porque eu nunca fosse imaginar que você sentia o mesmo e claro, porque a gente não se falava até muito pouco tempo. Tipo, eu nem te conhecia- deu de ombros.
-Eu também não te conhecia- disse.
Demi se aproximou dele com calma, relutante e Joe segurou a nuca da menina. Antes que alguma coisa pudesse acontecer, ela deu um pulo para trás.
-Aqui não- pediu com relutância.
-Aqui não- ele repetiu com amargura na voz.
-É só muita coisa pra lidar de uma vez só, tenta entender- pediu.
-Eu entendo que talvez você não esteja assim tão disposta a abrir mão de tudo isso por um amor- ele deu de ombros antes de caminhar para fora da sala.
Demi resmungou alguma coisa, mas ele já havia saído. Xingou-se mentalmente e bateu com força em um dos livros. Por que uma coisa que parecia tão fácil era na verdade tão difícil?
_______________________________________

-Quer dizer que finalmente você conseguiu, rapaz?- Alberto sorriu na direção de Joe.
-Mais ou menos- sussurrou- Eu achei que tinha conseguido, aí eu perdi de novo e depois ela parecia querer isso que nem eu, mas eu acho que a fama dela falou mais alto.
-Ela parece uma menina boa, vai ver que está errada- disse com calma.
-Foi... estranho. Ela disse que me amava, que tinha uma queda por mim há um tempo e eu ainda não processei nada disso direito, mas... ela disse um monte de coisas que mexeram comigo. Só que... talvez ela ainda não consiga deixar a vida de patricinha dela pra trás.
-Ela te ama?- ele repetiu surpreso- Mas isso é ótimo! Meu rapaz, vá com calma, você está tão perto...
-Eu acho que... não precisa mais se preocupar com as senhas do armário- Joe deu de ombros- Não acho que vou continuar com as rosas. Não agora.
-Não tome decisões precipitadas. Dê um tempo a ela. Que tal convida-la para o baile? Já é amanhã.
-Ela deve ter algum par, e é óbvio que não iria comigo. Acho que ela preferia ficar em casa a ter que aceitar meu convite. A escola toda vai estar lá- disse.
-Você deveria tentar.
-Eu acho que já tentei demais, na verdade. E tentei o impossível.
-Boa parte você já conquistou. A parte mais difícil, na minha opinião.

Continua...
gente, fiz besteira hahahaha essa não é a última parte, é a 6... ainda tem mais uma :P 
obrigadaaaaaaaaaa por tudo, sério, vocês não sabem como eu tô feliz por estarem gostando tanto assim dessa minific *-* lembrando que tem dedo da Stephanie nisso <3 
amo vocês,
mil beijocas,
Brubs <3

comentários respondidos> aqui

15 de fev de 2014

The Rose- Parte 4

A noite


Enquanto falava com a mãe ao celular, Demi tentava focar na conversa. Havia mandado uma mensagem justamente porque sabia que não conseguiria falar nada durante um bom tempo. As palavras sairiam enroladas e ela não estava com cabeça para falar. Mas a mãe ligou um minuto depois, exigindo saber cada mínimo detalhe.
-Se fosse uma outra situação, ela viria me buscar- comentou, sentando-se ao lado dele- Minha mãe não deixa eu passar a noite fora de casa.
-Pretende passar a noite aqui?- ele perguntou curioso.
-Não é como se eu pudesse escolher- suspirou ainda assim com um meio sorriso.
-É, nem eu- deu de ombros.
Ela então parou novamente para pensar. Não era tudo o que queria? Beijá-lo? Finalmente aquela coisa que “queda secreta por Joe Jonas” estava a recompensando. Mas e agora? O que faria? Não era tão fácil assim. E por que ele havia a beijado também? Isso significava alguma coisa?
-Você... prendeu o senhor Bruxelas?- ela perguntou com uma careta depois de um tempo. Ele apenas a encarou e riu. Não achava que seria essa a pergunta.
-Prendi.
Silêncio novamente. O fogo da lareira estava quase desaparecendo e Joe disse que iria buscar mais lenha. Demi permaneceu sentada, remexendo-se no sofá. Ela precisava falar alguma coisa, perguntar uma besteira qualquer ou pelo menos fazer com que ele falasse com ela. Passar o resto da noite nesse clima não a deixava nem um pouco confortável. Ela odiava silêncio.
-Posso... te fazer uma pergunta?- as palavras saltaram de sua boca assim que ele apareceu na sala com a lenha nas mãos.
-Pode- Joe respondeu descontraído, caminhando até a lareira.
-Por que você me beijou?- a voz dela saiu firme, mas todo o seu corpo parecia tremer no momento.
-Por que você me beijou?- ele repediu a pergunta, virando-se de frente para ela.
-Tá, eu acho melhor nenhum dos dois responder- a menina conformou-se vendo-o sorrir de lado.
Ela havia o beijado por razões óbvias e ele havia a beijado também por razões óbvias. Pena que um desconhecia as razões do outro.
Joe sentou-se próximo ao fogo e encostou-se a um pufe que estava trás dele. A menina permaneceu quieta, no seu canto, longe dele. Não porque queria, mas por que não sabia como se aproximar. Engoliu todos os receios e calmamente sentou-se ao lado dele. Primeiro manteve certa distância, depois foi chegando para o lado. Ele permanecia imóvel e encarava o fogo, concentrado, mas em seus lábios formava-se um sorriso.
-Por que você tá rindo? Eu só tô tentando me aproximar- reclamou emburrada. Ele riu ainda mais.
-O jeito como você vai chegando perto é engraçado- explicou- Por que não senta aqui comigo de uma vez?-sugeriu calmamente.
-Tão fácil- ela revirou os olhos enquanto murmurava.
Aproximou-se de uma vez, exatamente como ele havia dito e ambos ficaram lado a lado, de frente para o fogo. Aproveitando a oportunidade, ela deitou a cabeça no colo dele e sentiu o braço de Joe por trás de suas costas. Sorriu com o gesto e agradeceu por ele aceitar o que quer que ela estivesse disposta a oferecer naquele momento.
-Eu... vou confessar que não achei que você fosse assim- ela disse relutante. Sua nova forma de pensar sobre ele não mudava em nada o que ela sentia.
-Achou que eu nunca tivesse beijado uma garota?- perguntou divertido. Mais uma vez ela revirou os olhos.
-Você beija bem- ela disse com um sussurro. Ela pensava que ele fosse mais reservado e tímido do que aparentava. Se bem que ele também pensara que ela fosse mais seletiva.
-Talvez eu devesse agradecer- ele comentou acariciando o braço dela com o polegar. “Ou talvez você devesse me beijar de novo” foi o que ela pensou, e decidiu que ia falar, mas ele interrompeu seus pensamentos- Você também não é nada mal- sorriu vendo-a levantar a cabeça para encará-lo.
-Você é irritante- ela riu.
-Qual é, Demi?! Você tem a escola toda implorando por um encontro com você. Pergunta pra qualquer um se você beija bem e vão é beijar os seus pés. Não acho que a minha opinião importe tanto assim- deu de ombros, falando com sinceridade. Ouvi-lo falando aquilo a magoou, mas mal ela sabia que magoava a ele também ter que admitir o que era a mais simples verdade.
-Você exagerou muito agora- ela respondeu- E talvez importe mais do que você imagina- sussurrou.
-Por que?- ele questionou incrivelmente curioso, no mesmo tom de voz que ela- Você quer ouvir isso da boca de cada um daquela escola? Inclusive da minha?
-Olha, eu não sei que tipo de pessoa você acha que eu sou, mas está bem enganado. E eu não quero ficar aqui ouvindo você dizer que eu alimento o meu próprio ego, o que na verdade eu não faço. E...
Joe inclinou-se na direção dela, colocando seu corpo sobre o de Demi e beijou seus lábios fazendo-a parar de falar asneiras. Se existia alguém naquela escola que pensava exatamente o contrário do restante, era ele. Talvez tivesse falado algumas coisas desnecessárias, mas ele só queria saber o que estava de fato acontecendo. Talvez falando algumas dessas coisas ela finalmente dissesse o que queria com ele.
-E eu vou embora- ela completou a frase depois de um tempo ofegante.
-Desculpa, Demi- ele disse impedindo-a de levantar. Na verdade, ela não iria embora, não era louca a ponto disso- Eu não penso nada disso sobre você.
-Por que então disse tudo aquilo?- perguntou magoada.
-Porque eu queria saber o motivo pelo qual de tanta gente naquela escola, você tá aqui, comigo e porque eu acho que está gostando disso- ele disse fazendo-a paralisar. Não era a hora de contar tudo a ele, era?
Em vez de admitir ser secretamente apaixonada por ele, o que na verdade agora soava como uma das maiores loucuras que ela já havia pensado em cometer, ela o beijou. Agarrou a nuca de Joe e puxou-o para mais perto.
Ela levou seu corpo para cima do dele e prendeu suas pernas na cintura do garoto. Joe retribuiu o beijo com a mesma intensidade e não fez questão de nenhuma outra resposta. Essa estava ótima.
Puxando-a pela cintura, ele levantou delicadamente a suéter que ela usava, esperando por algum tipo de reprovação. Mesmo depois de todos os beijos, ele ainda esperava que ela fosse se dar conta do quão louco aquilo era, porém ela nunca parecia se importar com as circunstâncias.
Quando Demi beijou-o com mais desejo, ele acariciou sua coxa quase completamente a mostra. Seus olhos se encontraram por uma fração de segundos, mas logo ambos os fecharam, deixando que as diversas sensações os invadissem.
Joe deixou que suas mãos vagassem livremente por debaixo do suéter e segurou-a pelo quadril enquanto distribuía beijos por sua nuca. Ouviu a menina suspirar em seu ouvido e prender os dedos em seu cabelo. Ela arranhou levemente as costas dele enquanto sentia as mãos de Joe sendo pressionadas contra seu corpo. Demi desceu suas mãos pelo peito dele e deixou que ambas parassem na bainha da camisa, puxando-a para cima e revelando um Joe sem camisa que ela desconhecia.
O corpo dele nunca pareceu ruim, ela achava que talvez se ele malhasse, pudesse competir com facilidade contra os garotos do time de futebol. Mas agora ela achava mesmo que ele já malhava. Não era extremamente forte nem tinha aquela barriga que permite ser usada como tanque. E ela nem gostava de caras assim. Ele era incrivelmente... perfeito aos olhos dela.
Depois de sorrir encarando o tronco nu dele, ela voltou sua atenção para beijá-lo. Poderia se distrair com o corpo depois. Ele sorriu por entre o beijo ao perceber como ela estava presa no momento e puxou para cima o suéter dela, revelando uma lingerie preta com traços vermelhos. Se a ideia não fosse tão absurda, ele diria que ela se... preparou para a noite. Loucura.
Ele distribuiu beijos, começando pela nuca e descendo até os seios. Demi levou seu corpo para frente, querendo que ele a beijasse em todos os lugares possíveis. Ela nunca pensou que fosse querer tanto os lábios dele no corpo dela. Demi enterrou seu rosto no pescoço dele, beijando-o enquanto era beijada e acariciada.
Joe abriu o fecho do sutiã dela com tranquilidade, sem pressa, fazendo-a sorrir com tamanha delicadeza. Ele beijou os seios da menina fazendo-a puxar seu cabelo e gemer em seu ouvido. Demi apertou os braços dele com força quando Joe deslizou suas mãos livremente pelo tronco nu dela.
A calça de Joe foi tirada com a ajuda de Demi e não demorou para voltarem a atenção para os beijos. Suas bocas se encontraram novamente, antes que ele deslizasse os dedos pelo cós da calcinha dela.
Suas respirações se confundiram e suas bocas roçaram-se uma na outra quando ambos decidiram explorar um ao outro. Seus corpos se juntaram e em questão de segundos eles haviam se tornado um só.
-Isso é tão louco pra você quanto é pra mim?- ela perguntou o sentindo brincar carinhosamente com seu cabelo.
Joe havia pego um cobertor que estava sob o pufe e ambos estavam deitados no tapete da sala, abraçados.

-Pode acreditar que sim- sorriu. Por mais louco que fosse, era também maravilhoso. 

Continua...
Galeraaaaa shfsilgsow awn eu tô tão feliz com os comentários de vocês, muito obrigadaaaaaaaa! <3 <3 essa é a penúltima parte (:s) maaaas... foi boa, né?! hehe

Beijão, lindas
amo vocês!
Brubs

14 de fev de 2014

The Rose- Parte 3

Senhor Bruxelas


-3, 2, 1, lá vou eu- ele gritou alto o suficiente para que ela ouvisse, de onde quer que estivesse.
Isso, eles haviam decidido brincar de pique esconde. Podia parecer meio bobo e idiota e foi até o que ele disse a ela quando a ideia surgiu, mas Demi parecia muito animada com a ideia. E a casa dava a ela vontade de se esconder, de explorar.
Joe abriu os olhos, ainda sorrindo. Era assim, desde que eles entraram ali. Só sorrisos. Começou a andar pela casa, procurando pela menina em todos os cantos. Não achou que seria muito difícil, porque havia poucos móveis ali, mas ela sabia como se esconder. Ele tirou essa conclusão depois de 10 minutos.
Subiu as escadas quando teve certeza de ela não estava no andar de baixo. Passou por todos os quartos, banheiros, salas, todos os lugares possíveis. Bufou com raiva e encarou tudo a sua volta. Onde ela estava?
Mas uns cinco minutos depois, quando ele já havia voltado ao andar de baixo, Joe ouviu um grito alto vindo de lá de cima. Antes que ele conseguisse ir atrás do som, Demi gritou novamente, cada vez mais próxima. O terceiro grito veio quando ela desceu a escada correndo na direção de Joe.
-O que...- antes que pudesse completar a pergunta, Demi se jogou no colo dele, prendendo as pernas na cintura do menino.
Prendeu as unhas com força na camisa dele enquanto respirava com dificuldade.
-Um... monstro- ela conseguiu dizer com dificuldade.
-Hã? Monstro, Demi?- Joe riu, segurando-a com firmeza- Que tipo de monstro?
-Não sei, era enorme e... nojento. Ele veio pra cima de mim e- ela interrompeu a si mesma, balançando a cabeça com uma careta estampada no rosto.
-Onde ele tava?- perguntou.
-Lá no porão- respondeu- Quer dizer, eu acho que aquilo era um porão.
Claro, o porão! Como ele não tinha pensado nisso antes? Demi, que não conhecia nada da casa, havia se escondido no único lugar do qual Joe esquecera. Um ponto pra ela.
-É um porão sim- concordou.
-Você tem que achar aquele bicho- ela disse- Aquilo é perigoso.
-Se você sair de cima de mim, quem sabe eu possa...- brincou fazendo-a corar imediatamente.
-Desculpa- sussurrou soltando as pernas da cintura dele- É que eu tenho muito medo desses bichos e aquele era grande mesmo.
-Me ajuda a procurar- ele pediu.
-Tá maluco?- os olhos dela quase pularam para fora.
-Se eu subir você fica sozinha aqui. E se ele vier atrás de você?- perguntou prendendo o riso.
-Tá bem- a menina se deu por vencida e revirou os olhos, seguindo-o.
Subiram a escada e Demi sempre parecia estar muito atenta a tudo. Às vezes soltava uns gritinhos por nada. Ela dizia ter ouvido um barulho ou ter visto uma sombra, Joe só ria.
-Aqui- ela apontou para a porta que levava ao porão.
-Você se escondeu muito bem- ele comentou abrindo-a.
-Eu sei- ela fez um bico adorável- Se não fosse esse negócio, você não me acharia tão cedo- murmurou.
Quando ele pisou dentro do porão, milhares de coisas passaram pela sua cabeça. Ele não entrava ali desde que seu avô ficara doente e era naquele lugar que passava a maior parte do seu dia. Balançou a cabeça para espantar tudo isso. Não era a hora para recordar o passado.
-Cuidado- ela sussurrou e ele só não riu porque ela estava muito nervosa.
Joe caminhou tranquilamente, olhando para os lados a procura de... o que? Uma espécie de monstro, talvez?
-Senhor Bruxelas- ele sorriu contente e surpreso quando viu o lagarto encolhido em um canto do quarto.
Pegou-o com delicadeza, torcendo para que o animal ainda se lembrasse dele. E lembrava.
-Quem é...- a pergunta dela foi cortada por um grito alto assim que Joe virou-se com o bicho nas mãos.
-Demi, calma- ele pediu- É só um lagarto.
-Não! Isso é um jacaré- ela disse inconformada.
-Esse era o monstro?
-Era- sussurrou cabisbaixa- Como...como você tá segurando ele assim? Isso deve ser perigoso.
-Era meu bichinho de estimação quando eu era menor- disse sorrindo- Um dia ele fugiu e eu achei que já tivesse longe daqui.
-Olha, se fosse eu, ia dar graças a Deus por ele ter sumido- ela comentou.
-Valeu, você encontrou o senhor Bruxelas- disse encarando-o e fazendo carinho na cabeça dele.
-Você trata o jacaré como se fosse um cachorro- disse atordoada- Senhor Bruxelas?- perguntou confusa- Que isso?
-É que ele gostava muito mesmo de couve de Bruxelas quando a gente comprou. Aí eu dei esse nome- deu de ombros.
Pela primeira vez depois dos gritos, ela gargalhou.
-Tá, isso foi bem criativo- disse.
-Você não pensaria nesse nome- se defendeu- Colocaria um desses nomes fofinhos.
-Eu não colocaria um nome fofinho em um jacaré!
-Mas ele não é um jacaré! É um lagarto!
-É da mesma família! Que diferença faz?
-Tá, agora você tá mais calma?- perguntou, colocando o bicho no chão.
-Não coloca ele aí- ela disse rapidamente antes que as patas do lagarto atingissem o chão- Não, não tô calma.
-Demi...- Joe suspirou- Vem cá- chamou.
-Tá maluco, né?
-Anda, deixa de ser medrosa, ele não faz nada.
-Eu não vou.
Então ele decidiu começar a caminhar na direção dela. Demi dava um passo para trás a cada passo para frente dado por Joe. Mas quando ela bateu na parede atrás de si, seus olhos se arregalaram. Joe se aproximou rapidamente e a menina ameaçou gritar, mas não conseguiu. Seu peito subia e descia conforme a respiração acelerada ia diminuindo.
-Vai, pode tocar- Joe disse com a voz baixa, oferecendo a ela o bicho.
Demi fechou os olhos e respirou fundo. Levou um de seus dedos até o topo da cabeça do “monstro” e tocou rapidamente. Sua outra mão estava presa ao pulso de Joe, segurando-o com força. Depois ela o fez de novo e de novo, e logo havia se acostumado a tocar no lagarto.
-Tudo bem, já toquei, mas por favor, tira ele de perto de mim.
Joe sorriu assentindo e puxou a velha gaiola para colocá-lo. Demi ainda estava segurando seu braço e o corpo dela permanecia encostado na parede. Ele se voltou para onde estava antes e sem o bicho entre eles, percebeu que estavam muito próximos. Demi ainda respirava com dificuldade, mas não parecia ser por causa do senhor Bruxelas. Talvez fosse outra coisa.
Joe encarou-a, assim como ela fazia, bem dentro de seus olhos. A mão dela subiu até que encostasse no peito do menino. Joe deixou que suas mãos se prendessem na cintura dela e seus lábios finalmente se tocaram.
Nenhum dos dois pensou no que estava de fato acontecendo. Quer dizer, não havia mudado tanta coisa assim. Demi ainda era a patricinha da escola e Joe o nerd, isso ainda permanecia igual. Tudo bem que as últimas horas haviam sido diferentes de tudo que já haviam presenciado, mas mesmo assim, não deveriam agir como se aquele beijo já estivesse predestinado a acontecer.
Eles estavam envolvidos no beijo, as mãos de Demi vagavam pelo cabelo do menino enquanto Joe puxava a menina para mais perto, juntando seu corpo ao dela. Repentinamente, Demi se afastou e ele pensou que talvez ela tivesse se dado conta do que estava de fato acontecendo (coisa que ele não havia feito ainda) mas foi impedido de pensar em mais alguma coisa quando ela soltou outro grito, pulando novamente no colo dele.
Joe olhou para baixo e Senhor Bruxelas estava onde deveriam estar os pés de Demi. Ele riu e a menina, com o rosto escondido no pescoço dele, bufou.
-Por que colocar ele na gaiola se você não fechou a gaiola?- ela resmungou inconformada.
Mas a raiva durou pouco tempo. Logo ela voltou a olhar para Joe e suas respirações ainda se confundiam. Uma de suas mãos estava pousada nas costas da menina enquanto a outra a segurava pelo quadril. Demi pensou se beijá-lo novamente seria assim uma coisa tão absurda.
-Se você continuar com isso, eu vou me acostumar- ele brincou, referindo-se a posição dos dois. Demi sorriu e balançou a cabeça.
-Eu acho que... é melhor mandar uma mensagem pra minha mãe- ela disse depois de um tempo, as palavras mal saindo de sua boca- Pra avisar que... eu tô bem- disse por fim.
Joe assentiu e depositou a menina no chão. Trocaram um olhar diferente mais uma vez e ela saiu do porão, caminhando na frente dele. Joe colocou novamente senhor Bruxelas na gaiola e dessa vez trancou-a.
Continua...
Awn gostaram? Beijo já rolou... hehehe :P
Obrigada por tudo, amores, esses elogios acabam comigo ondsogeafuavo amo demais vocês <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3

Beijos,
Brubs <3

comentários respondidos> aqui

12 de fev de 2014

The Rose- Parte 2

O lugar secreto

Joe tentou deixar sua mente limpa, vazia, mas isso foi impossível. Precisava falar com alguém, e esse alguém deveria ser Alberto. Seu velho e melhor companheiro.
-Ei, tem alguém aí?- ele questionou, batendo na porta dos zeladores.
-Joe? Entre- o senhor pediu, com a voz calma- O que te traz aqui, menino?
-O mesmo de sempre, eu acho- ele deu de ombros.
-Ela mudou a senha novamente? Aquela menina já deve ter usado todas as combinações possíveis- disse, fazendo Joe rir.
-Não, não mudou... ainda- sorriu- Mas fizemos um trabalho juntos hoje. Sobre perguntas e respostas...
-E como foi?
-Bom...- respondeu- Descobri que ela abriria mão da popularidade por amor. Pena que ela não me ama- disse cabisbaixo.
-Não desista, meu amigo- Alberto pediu-  Você passou meses colocando flores no armário da menina e a observando constantemente. Não ponha tudo a perder agora.
-Mas eu também descobri que ela acha que é uma brincadeira. Que alguém está a fazendo de boba com essas rosas. A Demi me acha covarde por não ter dado as caras ainda.
-Como foi a conversa de vocês? Agradável?
-Sim, melhor do que eu esperava...
-Continue assim. Você está se saindo bem, eu tenho certeza.

~~~~~*~~~~*~~~~~*~~~~~

-Vou começar a achar que anda me observando- ela comentou, sentando-se ao lado dele- o que faz aqui?
-Bom, eu achei que fosse o único a conhecer esse lugar- deu de ombros- Pelo jeito, vim fazer o mesmo que você- disse ao encarar telas e pincéis que estavam dentro da bolsa grande da menina.
-Venho aqui a anos e nunca te vi- o olhou, desconfiada- Posso me sentar e pintar em conjunto?- riu brevemente.
-Claro- Joe forçou um sorriso, olhando-a pelo canto dos olhos conforme arrumava todas as diversas cores de potinhos de tinta bem na sua frente.
-Então, o que tem aí?- questionou, depois de um longo tempo.
-Sabe, eu... também venho aqui há muito tempo. Meu avô me trazia quando eu era mais novo. Eu sempre pintava a mesma paisagem, mas nunca saía igual, nem mesmo parecida. Eu... colocava o que sentia nas pinturas e elas expressavam um sentimento diferente à cada vez.
-Legal- a menina sorriu- Como eu disse, minhas pinturas não retratam paisagens... Mas também envolvem sentimentos. Às vezes a minha vontade é de jogar preto por toda a tela, e é o que eu faço. Uma vez, não sobrou um espaço sequer branco... foi engraçado o resultado- riu.
-Um dia desses eu posso te mostrar alguns dos quadros do meu avô- Joe disse- Ele era como você. Deixava que as cores falassem por ele. Guardei os quadros depois que ele faleceu...significam muito para mim, mesmo que eu passe horas tentando decifrá-las.
-Vamos fazer uma coisa?- perguntou, mais animada do que o normal- Eu pinto alguma coisa e você faz o mesmo, depois trocamos as telas. Como um presente- sugeriu.
-Tudo bem- o menino assentiu, abrindo um grande sorriso.

Duas horas depois .....
-Terminei-disse o  menino com um grande sorriso.
-Anda, me dá-disse arrancando o quadro de sua mão.
-Que menina apressada- ele disse, vendo a expressão de surpresa dela ao encarar a pintura.
-Nossa... que lindo!
-Eu sei que você deve estar um pouco cheia de rosas mas...
-Não, eu amei- afirmou- O jardim, as flores, a rosa- sorriu encantada, desejando que todas aquelas rosas que ela havia guardado ou jogado no lixo tivessem vindo dele. Doce ilusão.
-Agora a sua, deixa eu ver- exigiu- hum... algum significado por trás dessa máscara?- perguntou, bastante interessado no que ela fizera.
-Bom... eu ando pensando muito sobre o baile- deu de ombros- Quis pintar sobre isso.
-E...você já tem um par?- ele questionou receoso, fingindo indiferença.
-Já- a menina soltou rapidamente sem pensar. Sua vontade era de voltar atrás e dizer que não, não tinha par porque queria ir com ele, mas era óbvio que não faria isso. Não tinha toda essa coragem.
-Ah- ele suspirou, conformado. Era ilusão demais achar que ela, Demi Lovato, não teria um par para o baile que aconteceria daqui a alguns dias.
-E você?
-Eu acho que não vou- deu de ombros- Não estou muito pra comemorações.
-Mas é o baile da primavera! Você não pode faltar, todo mundo vai- tentou convencê-lo.
-Minha presença não vai fazer a mínima diferença, Demi- ele murmurou, certo do que dizia.
-Porque acha isso?
-Bom, eu não sei, só acho melhor ficar em casa do que ir sozinho- disse.
-Convide alguém- ela sugeriu, mesmo relutante. Ela não queria que ele fosse com ninguém além dela.
-Quem iria comigo?- perguntou, se arrependendo logo depois. Não sabia se estava pronto para ouvir a resposta da menina.
-Ah Joe- ela bufou- Já tentou, pelo menos?
-Eu tentei, até ela me dizer que já tinha acompanhante.
-Ah...- Demi calou-se, sem saber muito bem o que falar. Quem seria a tal garota?- Será que... eu posso ficar com o seu quadro?- perguntou cuidadosamente, depois de um longo silêncio.
-Sério?! Você gostou mesmo?
-Já disse que amei- sorriu tímida.
-Então claro, ele é seu- ele retribuiu o gesto.
-E bom, eu queria que ficasse com o meu- deu de ombros- Uma troca- sugeriu.
-Eu aceito.
Quando Demi começou a guardar suas coisas na mochila, os pingos de chuva começaram a cair. A não ser pelos pingos que caíam sob a lagoa, formando uma paisagem bonita, aquilo parecia um completo desastre.
-Que droga- ela resmungou- Como eu vou voltar pra casa?
-Você mora longe daqui?
-Não é perto, mas eu vim a pé-deu de ombros, ainda pensando no que faria- O que você vai fazer? Sua casa fica aqui perto?
-Não a minha... o  meu avô morava aqui em frente. A gente ainda não sabe o que fazer com a casa porque todas as pinturas dele estão lá mas...
-Olha você pode me contar a história quando a gente já estiver lá dentro?- ela perguntou tentando não parecer indelicada.
-Ah, sim- ele assentiu rapidamente- Por aqui.
Joe pegou sua tela, ou melhor, a que Demi dera a ele e correu junto a menina até o outro lado do gramado. Atravessaram a rua e depois de mais algum tempo finalmente eles chegaram a casa.
-Tô ensopada- ela reclamou, torcendo o cabelo e tirando o casaco- Posso colocar isso aqui?- ela apontou  para o sofá coberto com um pano enquanto segurava sua bolsa.
-Aham- Joe deu de ombros e virou-se, caminhando pelos outros cômodos da casa- Eu acho que não tem luz- fez uma careta.
-Ah, isso é o de menos- a menina suspirou- Você disse que as pinturas do seu avô estavam aqui? Posso ver?- perguntou, caminhando até ele.
-Claro, deve ter um pouco de poeira nelas, mas...
-Ok, vamos ignorar a minha alergia- Demi sorriu e seguiu o menino.
A casa era grande e num estilo bem rústico. Alguns móveis ainda estavam lá, e por mais antiga que a casa fosse, não parecia estar precisando de uma faxina. Talvez só o cômodo que abrigava as diversas telas. Aquele sim estava muito sujo e Demi se perguntou porquê.
-Vocês não vem muito aqui, vem?
-Muito de vez em quando- deu de ombros- Às vezes eu vou pro lago pintar e passo aqui, só pra lembrar um pouco dele.
-Deve ter sido difícil, eu sinto muito- ela sussurrou.
-Meu avô sempre dizia que não queria pensar que lamentariam a morte dele. Ele gostava de fazer as pessoas sorrirem- lembrou-se- Mas foi difícil sim.
-São lindas- ela mudou de assunto ao observar as pinturas expostas na grande sala- Ele tinha muito talento. E você herdou dele- sorriu.
Demi estava concentrada demais nas obras para ver o sorriso que surgiu no rosto de Joe. Quando ele imaginaria que isso estaria acontecendo? Se algum dia alguém dissesse que os dois conversariam normalmente sem nenhum resquício de diferença, ele apenas riria.
___________________________________________

-Será que essa chuva não vai nunca parar?- ela resmungou sentada no sofá. Já havia se passado mais de vinte minutos e nem sinal da chuva diminuir.
-O pior é que tá enchendo. Muito e muito rápido- observou pela janela. Demi arregalou os olhos e correu para o lado dele.
-E agora? É impossível sair na rua, tá parecendo um rio- comentou assustada. Nunca tinha presenciado uma situação como essa.
-Acho que o jeito é esperar- deu de ombros.
-E o pior é que tá frio- a menina cruzou os braços e implorou para que sua roupa secasse.
-É por causa das roupas molhadas- ele deu de ombros- Por que você não tira?- sugeriu.
No mesmo segundo, ela virou-se para ele com os olhos arregalados.
-E eu vou vestir o que?- indagou- Ou você acha que...
Ela parou de falar quando ele estendeu a mão que segurava uma suéter. Como ele era mais alto que ela, deveria servir  perfeitamente. A menina deu um sorriso torno como um pedido de desculpas e pegou o que a manteria aquecida.
-Ali, tem um banheiro- ele apontou para uma porta no final do corredor. Demi assentiu e caminhou rapidamente até lá.
Tirou rapidamente as roupas encharcadas, aliviada por perceber que sua lingerie não estava molhada. Suspirou e vestiu o suéter que Joe havia lhe dado, rezando pra que coubesse. No final das contas, cobria até um pouco mais acima da metade da coxa, mas não era um grande problema. Ainda assim, ela estava com frio, porque sua pele permanecia gelada.
-Eu consegui lenha pra acender a lareira- ele disse quando ela entrou na sala.
O ambiente já estava mais escuro e a luz que o fogo proporcionava era a única razão pela qual Demi conseguia enxergá-lo. Ela parou e prestou atenção em Joe como nunca fizera antes. Certo, ela sempre prestava atenção nele, muito discretamente, mas era capaz de descrevê-lo como ninguém mais saberia. Só que agora, iluminado apenas pela pouca claridade, ele estava diferente.
Seu cabelo estava bagunçado, o que dava a ele a aparência de mais desleixado e aquele toque de quem acabou de acordar e esqueceu que existe escova. A postura estava relaxada, bem diferente de todas as vezes que ela o vira. Ele sempre parecera tenso perto dela, mas não agora.
-Que bom- foi o que Demi conseguiu dizer depois de despertar do transe- Coube direitinho- ela apontou para a suéter.
-Ficou bem em você- ele comentou e ela apenas sorriu agradecida- Então, eu acho que a gente vai ter achar alguma coisa pra fazer.

Continua...
Tô meio sem tempo por causa da escola, mas tá aí outra parte ;) Amei saber que vocês estão gostando, espero que amem cada vez mais :P não vou conseguir responder aos comentários, mas muito obrigada!

Beijão,
Brubs <3 amo vocês!

10 de fev de 2014

The Rose- Parte 1

 A conversa


-Bom dia, filho- disse Denise, ao vê-lo descer os degraus da escada com cautela.
O menino vestia o mesmo de sempre. Aquele uniforme ridículo e brega, mas que para ele era apenas mais uma regra da escola a ser seguida. Era apenas normal. Seus óculos tapavam grande parte do rosto e o cabelo permanecia arrumado, como de costume.
-Bom dia, mãe- respondeu sério.
-Algum problema?- questionou, observando a postura centrada dele.
-Não, só uma prova difícil hoje- deu de ombros- Estou tentando me concentrar.
-Tenho certeza que se sairá bem- sorriu.
Joe forçou seu melhor sorriso, porém, como sempre, não estava confiante. Sabia que tiraria a melhor nota da turma, mas mesmo assim duvidava de sua capacidade. Segurou a mochila com força e saiu a caminho do colégio, ignorando o espelho preso na sala de estar. Ele sabia exatamente qual era sua aparência.
Andando pelos corredores na direção de seu armário, ele parou por alguns instantes. A poucos metros dali, Demi, mais conhecida como a patricinha do colégio, encarava tudo e todos a sua volta, como se estivesse a procura de alguém. Ele sabia bem do que se tratava. Dentro do armário da menina, havia uma rosa, assim como todos os outros dias desde o início do semestre. Para muitos, ela era apenas a metida e popular da classe, mas Joe sempre a vira com outros olhos.
Viu a menina suspirar derrotada, como em todas as manhãs, e suspirou também. Imaginava quando que ela perceberia que existia alguém na face da Terra que não a achava fútil. Claro, ela era popular, linda, gostosa, mas não eram muitos que queriam mais do que um simples encontro com Demi, porém existia um. Um menino que realmente gostava dela por ser quem era, mesmo que não tivesse tido a oportunidade de conhecê-la bem. Mas ok, ela nunca pensaria que Joe era o tal admirador que lhe dava rosas todas as manhãs. Seria a última pessoa na qual ela pensaria, porque com certeza havia muitos outros na frente de Joe. Jogadores do time da escola, nadadores da equipe de natação e até mesmo aqueles que eram alguns anos mais velhos. Ela pensaria em todos, menos em alguém nerd e invisível como Joe.
Guardou seus livros no armário mesmo sem tirar os olhos dela. A encarava discretamente (um hábito adquirido com o tempo) e via sempre a mesma reação. A menina nem pegava mais a flor, apenas a olhava por algum tempo antes de trancar o armário novamente.
Era engraçado como ela fazia de tudo para que isso acabasse. No começo, parecia muito bom e um motivo de orgulho receber aquelas rosas, mas com o passar do tempo, Demi parara de sorrir e pegá-las ao abrir o armário. Parara de conferir se existiam outras e tudo aquilo dera lugar a desprezo. A menina pensava que aquilo não passava de uma brincadeira de mau gosto, já que a pessoa nunca se identificara ou deixara algum tipo de dica. Era como se não quisesse ser reconhecido. Afinal, qual era a função daquelas rosas se ninguém nunca aparecia  para entregá-las pessoalmente?
Ela já havia mudado o código da tranca do armário diversas vezes, mas nunca adiantava. De alguma forma, essa pessoa secreta sabia sempre como invadi-lo. Isso porque Joe era amigo do zelador do colégio, um senhor muito simpático e engraçado, que tinha sempre paciência e vontade para conversar com o menino. Este senhor lhe fornecia os códigos da menina, afinal, era o único que sabia da “queda” que Joe tinha pela garota mais popular da escola.

Próxima aula, redação. Joe e Demi dividiam essa mesma classe e ele amava isso. Tanto quanto ela.
-Isso está me deixando irritada- Demi resmungou, sentando-se ao lado da amiga.
-Porque não põe um aviso no quadro de avisos do colégio? Mandando que o causador desse incômodo pare de uma vez? Que coisa mais chata!
-O pior nem é isso, Mandy- ela disse- Você sabe sobre o Joe, e...
-Bom, eu não vou mais tentar fazer com que você mude de ideia. Já te disse que pode ter quem quiser como seu namorado, mas você não usufrui dos seus poderes...
-Não é questão de usufruir- ela afirmou- A gente não manda no coração, infelizmente. Tem alguma coisa nele que me chama atenção.
-Ok, então acha que essas rosas serão um problema ente você e o nerd?- questionou irônica- Demi, vocês nem se falam direito- revirou os olhos.
-Claro, imagina se eu começar a falar com ele? Minha reputação vai por água abaixo- bufou.
-Sinto em dizer, mas você terá que escolher entre a sua reputação e a sua paixonite aguda por ele. Não pode ficar com os dois. Abra mão da sua popularidade se não consegue esquecê-lo.
-Não posso deixar de lado tudo isso. Demorei anos para chegar até aqui. E eu nem sei se ele gosta de mim- murmurou frustrada.
-Primeiro, todos gostam de você- ela garantiu- E outra, como você se apaixona por alguém que nem conhece, hein? Você é maluca!
-Eu sei disso- suspirou conformada- Mas quando eu o vejo... é diferente. Ninguém tem um coração tão bom quanto o dele. Eu sinto que o Joe tem algo em especial, algo que o faz diferente e melhor que os outros.
-Ah, por favor, ele é ridículo.
-As aparências enganam, Mandy- ela resmungou- Você não o vê como eu. Então não pode dar palpites. Você nem ao menos tenta enxerga-lo de outra forma.
-Eu poupo a mim mesma- deu de ombros- Coisa que deveria fazer. Agora anda, antes que alguém nos mande para a diretoria.
Demi levantou-se e elas seguiram para suas respectivas salas. A menina entrou, já se desculpando pelo atraso e alegando não estar se sentindo bem. E em parte era verdade. Sua cabeça queria explodir. O professor assentiu e pediu que ela se sentasse.
Encarando a sala cheia, Demi encontrou um lugar no fim da sala, em um canto qualquer. Não era onde costumava se sentar e não estava próxima de seus amigos, mas Joe estava sentado na carteira ao lado. Isso a fez seguir em frente sem nem procurar por outro lugar.
Quando se aproximou, ela o encarou profundamente. Joe tinha seu olhar fixo nos livros bem à sua frente, mas o que ela não sabia era que ele a olhava discretamente. Sem saber o que fazer, ela apenas se aproximou mais, ainda com seus olhos presos à ele. O menino então desistiu de fingir algo tão estúpido e inclinou a cabeça para encará-la. Demi forçou um breve sorriso enquanto se sentava, preocupada sobre como agir em relação à ele.
O menino sentiu-se estranho e estranhou ainda mais o fato de ela ter sorrido em sua direção. O que isso significava? Não era um sorriso presunçoso ou falso, mas sim inocente e encantador.
Quando tomou coragem para sorrir de volta, observou-a abaixar a cabeça e podia jurar que a vira corar. Mas Demi virou-se para pegar alguma coisa em sua mochila, ou melhor, apenas mexer nela, e Joe voltou sua atenção para o professor, não sabendo como reagir a ela.
~~~~~*~~~~*~~~~*~~~~~

-Odeio trabalho em dupla- ela disse, arrependendo-se depois por iniciar a conversa dessa maneira.
-Só porque a sua dupla é um nerd idiota que pode acabar com a sua reputação?- ele questionou, por incrível que pareça, divertido. Mas não por dentro. Por dentro ele tinha receio do que estava por vir.
-Claro que não- ela afirmou rapidamente- Quer dizer, eu odeio de qualquer forma- disse- Aposto que vai fazer a maior parte sozinho e eu vou me sentir a burra.
-Posso deixar uma parte para você- ele brincou e ela apenas sorriu.
O professor seguiu distribuindo os papéis, enquanto Joe e Demi desviavam o olhar constantemente, como se não soubessem para onde mais olhar. Receberam a folha com suas 6 perguntas e ambos congelaram na hora. 6 perguntas sobre o seu parceiro. Era uma das oportunidades que lhes faltava para conhecer melhor um ao outro.
-Vamos, comece você- ela sugeriu.
-Tudo bem... hum deixa eu ver- o menino disse pensativo- Seu passatempo favorito?- perguntou- Ah, já sei, compras- revirou os olhos.
-Não- ela negou, emburrada- Eu gosto de pintar- disse.
-Sério? Eu sempre pintei quadros, desde que era pequeno- comentou.
-Menino prodígio- ela brincou e ele apenas riu brevemente- Quase ninguém vê minhas pinturas... são mais pessoais do que apresentáveis.
-Eu gostaria de vê-las- ele disse- Quadros feitos por Demi Lovato? Devem valer uma fortuna.
-Que nada...- sorriu timidamente- Gostaria se comprassem pelo meu trabalho e não por quem eu sou.
-Falando assim até parece que você não liga pra sua fama- ele disse.
-Eu ligo... mas... abro mão em alguns momentos.
-Abriria mão por um amor?- perguntou receoso. Não queria entregar seus pensamentos, porém precisava fazer aquela pergunta. Precisava de uma razão para continuar mandando aquelas rosas.
Demi o encarou por algum tempo. Ela não sabia bem o que responder e não conseguia também identificar o que seu olhar passava para ela. Era... misterioso. Era irônico demais logo ele lhe fazer essa pergunta. A minutos atrás ela afirmara praticamente à Mandy que nunca deixaria de lado sua vida por ele. Mas nesse momento, ela pensava de forma diferente.
-Eu... depende- ela sussurrou- Que tipo de amor?
-Algum que te obrigasse a isso- deu de ombros.
-Se fosse um amor forte, eu acho que sim- disse, com medo do impacto que suas palavras causaram nela mesma- Ei, você perguntou antes de mim, espere a sua vez!
-Tudo bem, faça sua pergunta.
-Já se apaixonou por alguém?- ela perguntou, fingindo indiferença. Se aquela era a sua única chance de descobrir essas coisas sobre  ele, então ela as usaria.
-Sim- ele disse, receoso pelo modo como a conversa estava saindo. O assunto não o agradava, mas ao mesmo tempo, Joe sentia necessidade de questionar mais e mais.
-Por quem?
-Minha vez- ele sorriu forçado, ignorando a pergunta da menina-  Uma coisa sobre você que ninguém sabe- ele disse.
-hum... eu acho que teria que te matar se contasse uma coisa sobre mim que ninguém sabe, ou quase ninguém- deu de ombros, pensando em seu amor secreto por ele.
-Segredos obscuros?- ele sorriu- Comprometedores?
-Devastadores- ela corrigiu, sorrindo- Mas existe uma coisa... que pouca gente sabe mas não tem tanta importância assim- disse- Eu... costumo receber rosas, de um “admirador secreto”- fez aspas com as mãos.
A respiração do menino começou a falhar e ele se policiou para não entregar  seu nervosismo assim, tão facilmente.
-Essa pessoa fica me mandando rosas e as colocando no meu armário, mas eu não sei como- murmurou irritada- Na minha opinião não passa de uma brincadeira.
Então para ela era isso? Uma brincadeira? Seus sentimentos eram vistos por ela como uma simples forma de divertimento? Tudo bem, ela não tinha culpa, mas Joe sentira que deveria mostrar a ela que não era nada disso, que era real.
-Talvez seja apenas alguém com medo...- deu de ombros.
-Com medo? Alguém covarde, você quer dizer- ela revirou os olhos- Fazem meses, Joe- disse.
-E você não gosta de recebê-las?- questionou, perguntando a si mesmo se, dependendo da resposta dela, ele pararia com esse impulso.
-Minha vez- a menina disse animada- Me responda, por quem?- repetiu a tão temida pergunta.
-Uma menina, você não conhece- respondeu simplesmente.
-Ah- ela tentou parecer contente por ele- E o que aconteceu? Você já a esqueceu?
-Quantas perguntas- comentou rindo- Eu ainda sou apaixonado por ela.
-Porque não diz isso a ela?
-Seja sincera, o que acha que ela faria?- ele perguntou, sério- Ela não gosta de mim, pelo contrário, está muito bem sem mim.
-Não diga isso, Joe- ela pediu, sentindo-se verdadeiramente mal por aquilo- Eu tenho certeza que existe uma pessoa que te ama.
-Talvez a minha mãe- ele forçou um sorriso- Obrigada por tentar fazer com que eu me sinta melhor, mas acredite, eu sei do que estou falando.
-E como ela é?- quis saber. Queria descobrir o que essa menina tinha que ela não possuía. O que o agradara tanto.
-Sua cota de perguntas está esgotada- ele brincou.
-Ah, vamos! Está divertido- ela disse- Eu deixo você fazer mais perguntas também- prometeu.
-Ok, ela é linda e... chamativa- respondeu pensativo.
-Chamativa como? Ela usa glitter por todo o corpo, calça neon ou cabelo roxo?- ele soltou uma gargalhada. A menina se controlou para não deixar escapar de sua boca: “o que ela tem de diferente de mim?”
-Não, não... ela não precisa disso- ele balançou a cabeça em reprovação- Ela tem um jeito próprio para isso.
-Sorte dela- murmurou.
-Porque?
-Porque não é nada fácil chamar atenção- ela afirmou, pensando que agora deveria chamar ainda mais a atenção de todos, para que talvez conseguisse chamar a dele também.
-Você faz isso com facilidade- garantiu.
-Tá, mas não disse que foi fácil.
O sinal bateu e a conversa foi encerrada por ali. Demi seguiu a procura de Mandy e Joe sorriu consigo mesmo, um sorriso que não saía de seus lábios. Finalmente haviam conversado, trocado perguntas e respostas das quais ambos precisavam. Porém ele ainda não havia descoberto se ela gostava ou não de receber as flores. A única coisa que tinha em mente era que deveria se aproximar dela com calma, para que depois pudesse revelar sua identidade.
Mas seria possível isso? Ele sabia que não deveria se animar muito, já que fora apenas uma conversa. Talvez até por pura educação, mas ela realmente parecia tão entretida quanto ele.
Continua...

ae genteeee voltei com mais uma minific e essa é maior que a anterior, não que seja gigante, mas...! Infelizmente eu não sei quando eu vou conseguir começar uma nova fic, então vocês vão ter que se contentar com as minhas minifics por enquanto :P (desculpem mesmo :s)
Então, eu comecei a escrever essa minific há muito tempo mesmo com a minha bestie Stephanie (ou Steph, se preferirem) mas só consegui terminar por agora. Então agradeçam a ela também e é isso... obrigada por tudo e amo vocês <3
Beijocas, 
Brubs <3

respostas aos comentários> aqui

8 de fev de 2014

Divulgação!

hey guys! Passei aqui rapidinho pra divulgar o blog da Thalia (alguns de vocês com certeza devem conhecer) e tipo eu sou muito fã dela, sempre fui, e agora ela começou uma fic nova muito boaaaaaaaaaaaaaaaa, tipo viciante mesmo hehehe enfim... deem uma passadinha por lá! Beijão, amo vocês!

depois eu venho responder aos comentários da última parte da minific ;)

7 de fev de 2014

3- É Recíproco (parte final)

Os seus lábios nos meus, o que eu sinto quando estou com você.
O quanto eu te amo.

Quando Joe parou em frente a casa dele, a menina se desligou de todos os pensamentos que antes invadiam sua mente. Primeiro, porque ele, de uma hora para a outra, decidiu querer ela? E por que não a tinha beijado?
Ela piscou algumas vezes tentando parar de pensar em tanta coisa. Mas quando sentiu a mão quente dele em sua nuca novamente, sua mente voltou-se completamente para tudo que ela estava tentando afastar.
Ela segurou o pulso dele e por um segundo Joe pensou que ela o pararia. Mas a menina não o fez. Eles se beijaram com intensidade e ao mesmo tempo calma. Foi uma sensação nova para ambos, mas não era como se nunca tivessem imaginado aquilo. É o tipo de coisa que, um dia, acontece.
A mão livre de Joe foi até a cintura de Demi, trazendo-a para mais perto. Não era possível trazê-la muito para perto por culpa do carro, mas por enquanto ele podia se contentar. Por muito tempo o ar não se fez necessário e eles esqueceram completamente de respirar. Mesmo quando o beijo foi involuntariamente se tornando mais lento, eles não queriam se afastar.
-Isso...- ela tentou dizer, depois de bastante tempo apenas sentindo a respiração dele em seu rosto, mas além de não encontrar as palavras, ela não encontrava o que dizer.
-Não vai me dizer que foi um erro e que não vai se repetir- pediu com a voz baixa. Ainda podia sentir seus lábios se tocando.
-Eu não ia dizer isso- ela riu.
-Parece o tipo de coisa que você diria- sussurrou com um sorriso meigo no rosto- Eu sei que... não era o que você esperava pro dia de hoje, mas eu gosto de você- colocou uma mexa do cabelo dela para trás da orelha.
-E eu queria arrumar uma menina pra você só pra provar pra mim mesma que eu não sentia o mesmo.
-Até que enfim você admitiu- brincou.
-Quando isso foi acontecer?- ela perguntou mais para si mesma do que para ele.
-Eu acho que demorou até- deu de ombros- Eu demorei pra descobrir se você ia ficar chateada comigo se eu te beijasse.
-Você descobriu hoje- lembrou.
-Eu não costumo perder tempo- piscou- Se eu posso te ter agora, pra que esperar mais?
-É, isso é bem a sua cara- afirmou.
-Eu pensei que talvez a gente pudesse ficar um tempo aqui em casa- ele disse depois de beijá-la novamente.
A menina assentiu rapidamente e desceu do carro. Quando sentiu seu corpo ser envolvido pelos braços dele, sorriu largamente.
-Já quer me levar pra cama, Joseph?- ela questionou.
-Você iria?- o menino beijou-lhe o pescoço. Ela apenas riu- Não custa nada tentar, né?
-Se eu não te conhecesse muito bem, você já teria meus cinco dedos marcados nessa carinha linda- advertiu.
-Se eu não tivesse aprendido a conviver com você, levaria a sério as suas idiotices.
-Estamos quites.
Eles se entreolharam e sorriram, apenas. Joe segurou a mão dela e a carregou para o andar de cima, mais especificamente, para o seu quarto. Eles se jogaram na cama, abraçados.
-Então...- ela começou, um pouco receosa- Como a gente fica?
-Olha... eu acho que um pedido de namoro vindo de um cara que só namorou sério 2 vezes na vida não é lá a coisa mais confiável do mundo- ele disse.
-Eu sinceramente não me importo- forçou um sorriso na direção dele- O que me preocupa é o porquê de você me pedir em namoro. Quer dizer, uma pessoa pede a outra em namoro quando no mínimo existe amor no meio.
-E...- ele sentou sobre ela, colocando uma perna de cada lado da cintura da menina- Quem disse que eu não te amo?
-Até alguns minutos atrás, você gostava de mim- lembrou.
-Eu achei que dizer “eu te amo” logo assim de cara seria um pouquinho assustador- fez uma careta.
-Pra mim ou pra você?- provocou, fazendo-o rir.
-Não achei que você fosse acreditar- deu de ombros- Eu não tenho problema em dizer que eu amo quando eu realmente amo.
-Desde quando você me ama?
-Eu te amava antes de te beijar e eu continuo te amando agora, só que de um jeito um pouco diferente e bem melhor.
-Isso quer dizer que... Joe Jonas se apaixonou?- um sorriso brotou no rosto dela.
-Não era o que você tanto queria?- perguntou beijando a ponta do nariz dela- Seria tão mais fácil se você não tivesse tentado arrumar alguém pra mim.
-Se eu não tivesse sentido o que eu senti quando vocês se beijaram, talvez eu nunca admitisse nada disso.
-E o que você sentiu?- sorriu enterrando a cabeça nos cabelos soltos dela, deitando ao lado da menina na cama.
-Ciúmes. Como nunca antes- disse fazendo-o rir.
-Eu ia dizer que não teria ficado com ela se soubesse, mas aí a gente não estaria aqui. Então eu meio que não me arrependo- deu de ombros, repousando uma das mãos na barriga dela.
-Também não me arrependo- disse- Mas então, você vai ou não me pedir em namoro?
-Hum- ele levantou a cabeça, inclinando-se sobre ela- Você aceita namorar comigo?
-Preciso de um tempo pra pensar- ela respondeu.
-Ah, Demi, fala sério- Joe sorriu e deitou novamente- Ei, a propósito, eu já disse que te amo e que me apaixonei por você. Mas a pessoa que aceita o pedido de namoro tem que, no mínimo, sentir alguma espécie de amor pela outra, né?
-Aham- ela concordou.
-É recíproco?- perguntou curioso. Mesmo que já soubesse a resposta.
-É recíproco- ela assentiu sorrindo largamente- Eu te amo- segurou o rosto dele e lhe roubou um selinho, que logo se transformou em um beijo apaixonado.
Seus corpos se encontraram rapidamente, conforme Joe deitava-se com cuidado sobre ela. A menina pôde sentir sua blusa sendo lentamente levantada em meio aos beijos que ele lhe dava. Segurando-a com firmeza pela cintura, ele movimentava seu corpo trazendo-a junto. Logo Joe se afastou para tirar a camisa da menina.
-Você... não acha que a gente tá indo rápido demais, não?- ela perguntou, passando a mão no cabelo dele.
-Você acha?- Joe acariciou a bochecha dela.
-Não- respondeu, observando o riso abafado vindo dele- Mas eu só tava tentando fingir que eu ainda tinha um pingo de consciência e sanidade.
-Você não existe- ele balançou a cabeça voltando a beijá-la.
Joe sentiu a menina puxar a camisa dele para cima e deixou que ela a jogasse no chão, ao lado da cama. Sorriu entre os beijos ao deslizar suas mãos pelo peito dele e não demorou para se livrar da calça. Joe abriu o fecho do sutiã de Demi com tranquilidade, mas tudo que ele fazia estava carregado de desejo. Acariciou os seios da menina e beijou seu tronco nu enquanto ela suspirava na nuca dele.
Suas mãos contornavam o corpo dela, que agora só estava vestido com a calcinha. A peça foi removida com calma conforme diversos beijos eram distribuídos pelo corpo da menina. Ela sentia as mãos acariciando seu corpo como se ela pudesse, de alguma forma, quebrar a qualquer momento. Eram toques suaves e ao mesmo tempo firmes.
Os lábios se encontraram novamente, quando seus corpos se fundiam em um só.
____________________________________________

-Ontem a gente tava conversando sobre como se apaixonar era idiota- ela lembrou mexendo no cabelo do menino com a cabeça deitada no seu colo- E hoje a gente tá aqui.
-Talvez... paixão não seja lá uma coisa tão idiota e desnecessária assim- deu de ombros.
-Não é, Joe- Demi sorriu- Sabe o que eu acho? Você só dizia aquilo da boca pra fora.
-Mas eu te dei argumentos bons- disse- Sabe o que eu acho? Nós dois só estávamos querendo provar coisas que na verdade não eram verdade. Você queria arrumar alguém pra mim pra dizer que não gostava de mim e eu dizia que paixão era bobeira pra provar pra mim mesmo que não estava apaixonado por você.
-Pois é, acabei de descobrir que somos dois covardes.
-Não é covardia, acho que pode até ser medo.
-Somos dois medrosos, então.
-Eu diria que somos dois medrosos felizes- comentou pensativo. Ela apenas deu de ombros.
-Só por favor, não me dê motivos pra querer te esquecer. Porque era pra você que eu falava mal dos meus ex namorados. Tecnicamente não dá pra falar mal de você pra você.
-Na verdade dá, eu é que não ia querer ouvir. Sabe, não é muito agradável- ele sorriu e Demi revirou os olhos- E tem como me esquecer? Por que eu não te esqueceria.

-Esse é o maior dos problemas. Nem se eu quisesse- riu baixinho, inclinando-se para beijá-lo.

FIM

Oooi, sexta feira, gente, graças a Deus! Entããão, como eu disse, não foi a melhor minific, mas foi o que eu consegui :s em breve, tipo muito breve mesmo, eu juro que tem outra, beeeem melhor que essa, tá? prometo pra vocês :P
Alguém me perguntou quantas partes eram e se tinha hot, e eu acho que essa parte respondeu tudo hahahaha
obrigada por tudo, mesmo, amo vocês!

respostas aos comentários> parte 1