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25 de jan de 2014

Aviso!

Oi, pessoal! :) então, eu voltei dia 22 de viagem e demorei sim um pouquinho pra vir aqui porque eu estava tentando decidir o que fazer. Eu ia explicar a situação à bastante tempo, mas decidi deixar pra depois e eu acho que tá na hora. Não é nada demais, é só que eu não sei quando eu vou postar alguma coisa pra vocês. Eu mudei de escola e agora eu tô indo pro ensino médio, o que significa menos tempo pra escrever fics. E tem outra, esse colégio é todo estranho (porque é muito diferente do meu antigo) e eu não sei quantos dias vão ser integrais, quanto tempo livre eu vou ter... enfim... Eu tenho coisas escritas, muitas, mas nenhuma tá terminada. Então eu vou tentar ir terminando e ver o que eu consigo postar pra vocês. Desculpem, amores, mas me deem tempo só pra ver como vai ser isso tudo e pra eu me acostumar :) amo vocês e eu volto, tá?
Mil beijos, obrigada por tudo, por todos os comentários no último capítulo e a minha viagem foi muito boa, se vocês estiverem interessados em saber hehe jghçsikçfbgrso
até depois :)

6 de jan de 2014

Último- Capítulo 22

Acordei bem cedo, talvez porque não tive uma noite de sono muito boa. Eu estava apreensiva, esperando a todo o momento pela hora em que Joe acordaria e eu saberia se tudo aquilo era real. Eu mal podia esperar para me descabelar de felicidade ou sair dali chorando.
-Ai minha cabeça- ouvi Joe resmungar ao meu lado, enquanto movia seu corpo constantemente pela cama. Eu não sabia se falava com ele, se esperava ele falar comigo... até que ele esbarrou em mim.
-Oi- eu sussurrei depois que ele mexeu no cabelo e esfregou os olhos, me encarando. Eu tenho certeza que ele não ouviu o que eu disse, porque nem eu mesma ouvi.
-Como...?- ele piscou algumas vezes e sua boca se abriu diversas vezes, como se ele quisesse falar alguma coisa mas não soubesse exatamente o que- O que você tá fazendo aqui?- perguntou com uma expressão confusa.
-Ontem...- eu comecei já sentindo meus olhos arderem- Você não lembra o que você fez ontem?- foi o que eu perguntei. Como eu ia explicar tudo a ele? Eu nem queria.
-Não, eu não lembro...- disse- O que eu fiz? O que a gente fez?- ele ergueu a sobrancelha, concertando a pergunta.
-A gente tinha... voltado- eu disse com um sussurro- Você disse que tava ciente do que tava fazendo.
-Você voltou a namorar comigo enquanto eu tava bêbado?- ele me encarou incrédulo- Isso é loucura, Demi, eu não sabia o que tava fazendo.
-Eu achei que...- respirei fundo. Eu só tinha que aguentar mais alguns minutos, até eu levantar e vestir minha roupa. Depois eu podia dar o fora dali e chorar o quanto quisesse.
Joe continuou me encarando com a mesma expressão. Eu não achei que se isso acontecesse, ele seria tão imparcial. Mas já deveria imaginar. O que eu tinha na cabeça pra me deixar levar pelo papo de um cara bêbado?
Levantei ainda segurando o lençol grudado ao meu corpo, mesmo que eu estivesse vestida com a lingerie. Corri meus olhos pelo quarto à procura da minha roupa e a encontrei num canto. Me afastei mais da cama e virei de costas para Joe. Desdobrei com rapidez minha blusa e aí percebi que minhas mãos estavam tremendo. Eu precisava me acalmar. Respirei fundo mais algumas vezes e senti alguém atrás de mim.
Olhei por cima do ombro e vi Joe bem próximo com um sorriso maroto no rosto. Encarei-o ainda mais confusa e senti seus braços me abraçando com força por trás. Seu rosto ainda tinha um sorriso enorme estampado.
-Que isso?- eu perguntei estática.
-Eu sei exatamente tudo que eu fiz na noite passada- ele riu brevemente- Era brincadeira, meu amor.
-Você... O que?- resmunguei tentando me afastar, mas ele apertou mais seus braços.
-Desculpa, eu não podia perder a oportunidade- disse agora com uma expressão mais culpada. Eu não ia deixar aquela carinha nem a respiração quente que eu sentia batendo na minha nuca me distraírem.
-Isso não teve graça nenhuma- eu disse chateada. Muito chateada. Tinha vontade de dar um tapa daqueles nele. Eram muitas emoções juntas agora que me davam vontade de rir, chorar, gritar, tudo ao mesmo tempo, se fosse possível.
-Ei- Joe chamou minha atenção, virando meu corpo até que eu ficasse de frente para ele. Seu rosto não estava mais contente e aquele sorriso havia desaparecido completamente- Você tá triste comigo?- perguntou. Eu desviei o olhar, querendo me virar de costas para ele novamente. Não queria que Joe visse meus olhos marejados.
Ele me puxou para perto e acariciou minha bochecha enquanto me dava um beijo lento e apaixonado.
-Eu não gostei da brincadeira- sussurrei depois de um tempo- Eu mal dormi ontem com medo de que você realmente não se lembrasse- confessei.
-Eu não disse que sabia o que tava fazendo?- questionou com a voz calma e eu assenti- Não precisava ter medo, eu não tinha motivos pra voltar atrás. Eu te amo, Dems.
-Ai- levei uma das mãos ao cabelo sorrindo brevemente.
-Não fica chateada comigo- ele pediu, agora sorrindo.
-Mereço um namorado que ri às custas da minha agonia- murmurei e me sentei na cama.
Ele riu ainda de pé na minha frente e eu levantei meu rosto para encará-lo. Ele tinha um sorriso no rosto, um sorriso lindo e meigo e não usava nada além de uma calça de moletom. Agachou-se na minha frente e levou uma de suas mãos até a minha nuca. Depois ele me puxou para um selinho demorado e quando nos separamos, desci uma das minhas mãos até seu braço, acariciando-o.
Joe subiu na cama e me abraçou por trás novamente distribuindo muitos beijinhos em minha nuca.
-Se você tivesse visto a sua cara, estaria rindo também- ele sussurrou e eu revirei os olhos, me afastando- Olha, isso é pra você aprender a confiar em mim mesmo quando eu estou bêbado.
-Ah mas então você vai precisar trabalhar duro pra conquistar essa confiança- brinquei- Você lembra mesmo de tudo que aconteceu ontem?
-Claro- garantiu- E aí, provei que o meu amor por você é forte o suficiente?- ele sorriu na minha direção.
-Por que tá perguntando isso?- eu ri da cara dele.
-Como assim? Eu tava bêbado e mesmo assim deixei de transar com aquela menina só por causa de você.
-Não fez mais que a sua obrigação- dei de ombros.
-Você é fogo, hein- reclamou.
-Você já tinha me provado tudo o que tinha pra provar, Joe- eu disse tranquilamente- Mas eu fiquei muito feliz pelo que aconteceu ontem, sério mesmo. Você pensou em mim mesmo... com tudo aquilo acontecendo- ri sem humor.
-Eu. Só. Penso. Em. Você- ele disse baixinho enquanto seus lábios roçavam nos meus- Sabe, eu... acho que as minhas lembranças sobre o que aconteceu ontem depois que eu saí daquele quarto e dei de cara com você não estão muito claras...-  ele disse em meu ouvido.
-Você quer que eu deixe as coisas mais claras pra você?- questionei com a voz mais maliciosa que eu consegui.
-Seria uma boa ideia.
Joe riu abafado e eu me levantei da cama, trazendo-o junto comigo, até que chegamos à parede do quarto. Ele me imprensou ali sem que eu precisasse pedir e juntou nossos corpos com rapidez. Beijou minha nuca e passeou com suas mãos pelo contorno do meu corpo.
Senti suas mãos alisando minhas costas e deixei meu pescoço livre para que ele distribuísse beijos ali. Segurei fortemente suas costas enquanto ele direcionava sua mão até o meu quadril. Seu toque era preciso e me dava vontade de pedir para que ele não tirasse nunca suas mãos de mim.
Joe acariciou minha coxa e não demorou a puxá-la, fazendo com que eu, inconscientemente, prendesse minhas pernas em volta do seu corpo. Sem esperar mais, ele abriu o fecho do meu sutiã e eu me livrei dele fazendo-o cair no chão. Juntamos nossos lábios e suas mãos prenderam-se em meus seios, me acariciando da melhor maneira possível.
Meus pés encostaram-se ao chão quando Joe se afastou um pouco, ainda mantendo sua boca junto a minha, e caminhamos juntos até a beirada da cama.
-Não foi assim que aconteceu- eu disse divertida entre o beijo.
-Então me mostra o que aconteceu quando a gente chegou aqui- ele pediu, partindo o beijo para me encarar com um sorriso maroto.
Joe me deitou na cama, apoiando uma de suas pernas, que estava entre as minhas, e encarou meu tronco nu. Eu odiava isso e ele sabia, porque mesmo que não tivesse vergonha, eu instantaneamente corava. Puxei-o para perto novamente, começando a distribuir beijos pelo seu pescoço conforme minhas mãos deslizavam pelo peito dele. Joe riu no meu ouvido e se encarregou de puxar minha calcinha para baixo.
Nossos beijos se tornaram mais calmos enquanto terminávamos de nos despir e nossas testas se encontraram, assim como nossos olhares. Permanecemos assim durante alguns segundos, tempo que geralmente não perdíamos em meio a uma situação como essa. Sorrimos juntos e deixamos todo o resto pra trás. A única coisa que importava de fato era o ali e o agora.

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-O que eu perdi?- Lola comentou sorrindo largamente quando Joe e eu chegamos juntos à sorveteria.
-Você não perdeu nada além da consciência- Joe brincou.
-Ela não lembra de nadinha- David gargalhou, provavelmente lembrando-se de como ela estava hilária na noite passada. Lola lhe deu um tapa.
-Por que você não me contou isso? Era importante- disse indignada e depois voltou a nos encarar- Finalmente, hein?- sorriu.
-Foi exatamente isso que você disse ontem- rimos juntos quando Joe comentou.
- Finalmente- eu repeti, assentindo.
-Quem diria, hein, vocês dois- David sorriu animado- Sexo que se transformou em amor. Bem inspirador- brincou.
-Verdade- Joe concordou- Quem diria que eu ia me apaixonar por você- ele segurou minha cintura e ficamos um de frente para o outro.
-E quem diria que se você se apaixonasse por mim eu me apaixonaria por você também- sorri e lhe dei um beijo, o mais apaixonado e verdadeiro que eu já havia dado em alguém.

então, gente, acabou... :( é tão  triste pra mim quanto pra vocês, acreditem. Mas eu só espero que tenham gostado mesmo :)
E sobre o capítulo, enganei vocês no começo? hehehehe
comentem, tá? eu sei que acabou, mas ainda assim eu gostaria de saber o que vocês tem pra me dizer :) e me desculpem, eu queria escrever um capítulo maior, mas... :/ 
Quando eu voltar de viagem ~lá pro dia 20 e pouco~ eu apareço aqui pra dar sinal de vida :)
muito obrigada, do fundo do meu coração! Eu agradeço profundamente à cada um de vocês por cada coisinha que fizeram para marcar a minha vida. Obrigada de verdade.
Então, até a próxima!
mil beijocas,
Brubs <3

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5 de jan de 2014

Penúltimo- Capítulo 21

Joe acordou sentindo-se incrivelmente mal. Não mal, mas cansado. E ontem a noite ele não tinha ido para a cama tarde, o que não dava a ele motivos pra tamanho cansaço. Sem contar o frio que estava sentindo.
-Que isso, Jonas, vai esquiar?- Lola riu na direção dele que revirou os olhos.
-Você não tá com frio?
-Tô, mas... normal- deu de ombros.
-Eu tô com muito frio, acho que tô com febre- murmurou. Lola se aproximou e levou uma das mãos à testa dele, depois fez uma careta concordando.
-Pelo pouco que eu entendo sobre temperatura, você tá fervendo- disse.
-Eu vou na enfermaria- revirou os olhos e jogou a mochila nas costas.
-Tá com frio, hein- uma voz surgiu atrás dele e o fez sorrir. Joe virou na direção de Demi e deu de ombros.
-Febre- respondeu.
-Dor de cabeça- ela disse antes de desviar o olhar. O remédio de Joe chegou e ele tomou e logo saiu da sala, dando mais uma última olhada em Demi.
-Você viu a Demi por aí, Joe?- Lola perguntou curiosa, procurando pela amiga.
-Ela tava na enfermaria- respondeu- Alguém vai lá e fala que ela não precisa manter distância?- pediu- Ela nem chega mais perto da gente.
-Deixa que eu vou- David ofereceu- Tô com sede, vou beber água no caminho- deu de ombros. Lola e Joe assentiram e ficaram ali conversando.
-Ela me odeia?- Joe perguntou.
-Não, ela quer ser sua amiga- a menina forçou um sorriso.
Joe fez o mesmo e puxou Lola para um abraço bem apertado.
-Que isso?- ela resmungou tentando manter o equilíbrio.
-Calor humano, dizem que ajuda- deu de ombros, fazendo a menina rir.
-Vocês...- David fez uma careta quando se aproximou- Larga a minha namorada- ele soltou o braço de Demi, porque tivera que puxá-la até ali, e tirou Lola dos braços de Joe. Nesse momento, ele foi abraçado- Cara, me solta... por que ele tá grudento?- perguntou à Lola, que agora estava rindo sentada ao lado de Demi.
-Não tô grudento, tô com frio- Joe respondeu em tom óbvio.
-Arruma outro pra te esquentar- se afastou com rapidez, mas ainda assim com um sorriso no rosto.
Joe puxou a primeira menina que passou e por puro azar era Britty. Ela o encarou confusa por um segundo e depois encarou Demi ao lado.
-Percebeu que escolheu a garota errada?- ela perguntou. Joe se afastou um pouco dela e revirou os olhos.
-Eu definitivamente não escolhi a garota errada- afirmou soltando Britty imediatamente.
Antes mesmo dela sair bufando irritada, ele se aproximou de Demi e a abraçou com força. A menina tentou controlar a respiração, mas falhou. Sempre quando ele se aproximava, ela se afastava. Queria ficar longe, o mais longe possível. E agora não existia quase distância. Se ela virasse o rosto, dava de cara com o dele. E caso isso acontecesse, seria impossível controlar qualquer impulso.
Mesmo que parecesse natural para ele, Joe sentia-se da mesma forma que Demi. Não tinham se aproximado desde a última conversa, então isso ia além de um avanço. Mas aquilo ali era uma brincadeira, era só um abraço.
Demi permaneceu ali durante um tempo, mas estava ficando mais difícil de manter o controle. Então ela forçou uma risada que soou bem natural e se desvincilhou dos braços dele, ainda mantendo o clima de brincadeira.
-Até você?- ele reclamou, sorrindo.
Demi apenas riu balançando a cabeça e quando a troca de olhares acabou, ela trouxe de volta a expressão séria. Lola logo se encarregou de puxar papo.
-Joe, vem aqui rapidinho?- uma menina chamada Anna se aproximou. Demi tentou ignorar, e conseguiu pelo menos fingir que não ligava. Joe se levantou e os dois caminharam para um lugar afastado.
-Conseguiu o telefone dele?- perguntou esperançoso. Era a última coisa que precisavam pra festa, o telefone do dj.
-É óbvio que sim- ela sorriu e Joe lhe deu um abraço. Ela tinha um rolo com Mark, o dono da casa onde fariam a festa, e poucas pessoas sabiam que eles ficavam. Demi não sabia, por isso a raiva cresceu ao ver Joe com a menina.
-Valeu, Anna, agradece ao Mark, depois eu falo com ele- sorriu guardando o papelzinho no bolso. Mais uma coisa pra fazer Demi querer sair dali.
-E aí?- David questionou quando Joe se sentou novamente na mesa.
-Consegui- sorriu.

---*---*---
No dia seguinte...

Demi on:
-Eu não vou a essa festa- garanti sem pensar duas vezes.
-Porque, Demi?- Lola insistiu pela milionésima vez- Eu já disse que quero que você vá comigo, por favor.
-Você vai com o David e eu vou ficar lá sozinha.
-O Joe vai estar lá.
-Mais um motivo pra eu não ir- revirei os olhos lembrando rapidamente de todos os momentos de “amizade” que aconteceram nas últimas horas, lembrei inclusive de coisas que me deixaram com muita raiva- Ele vai estar com alguma outra garota.
-Ah, mas não vai mesmo.
-O que te dá tanta certeza?- perguntei.
-Ele te ama, Demi, pelo amor de Deus!- bufou irritada.
-Porque então nós não estamos juntos?- ergui a sobrancelha- Olha, eu não quero ver aquelas piranhas dando em cima dele e ele correspondendo. Se o Joe tiver a oportunidade, ele não vai recusar. Ele tá livre pra fazer o que quiser.
-Ele não te magoaria- ela disse- Você não quer mudar isso hoje? Vai nessa festa e mostra pro Joe que vocês tão perdendo tempo. Uma hora ou outra vocês vão voltar- garantiu.
-Que droga, eu não quero ir- resmunguei.
-É uma pena, você vai- retrucou séria.
Revirei os olhos e me recusei a contestar. Eu ia, ficava um pouco e depois saía de fininho, quando Lola não me tivesse mais em vista.
Me arrumei ainda relutante, não querendo colocar nada que chamasse atenção. Lola disse que tinha uma coisa pra resolver com o David e então ia me deixar sozinha pra que eu me arrumasse. Depois de me encarar no espelho, decidi que estava bom. Simples demais, porém bom. Aí dei mais uma olhada e decidi tirar tudo. De uma hora pra outra, eu senti uma necessidade incrível de ficar o mais bonita que conseguisse. Eu queria impressioná-lo.
Mesmo assim não exagerei. Eu sabia que Joe não gostava dessas coisas muito espalhafatosas, então permaneci simples, mas com um quê a mais. E depois coloquei o cordão que ele havia me dado como presente pelos meus 18 anos.
O cordão havia vindo no pescoço de um ursinho lindo de pelúcia, que agora me encarava, deitado na cama. Eu queria muito que Joe estivesse ali também.
Esperei Lola chegar, eu já estava impaciente, mas acho que na verdade era ansiedade. E medo, talvez insegurança. Eu não sabia o que ia acontecer naquela noite. E ela podia ir de uma noite maravilhosa a um desastre total.
-Wow, você tá muito gata- Lola sorriu pra mim, me segurando pelo braço- Anda, estamos atrasadas- disse.
-Porque tanta pressa?
-Meu namorado tá lá sozinho com várias garotas. Isso não é legal- respondeu entrando no carro.
Nós chegamos e a casa estava toda apagada. A música alta vinha lá de dentro e nós caminhamos conforme o som. Assim que colocamos o pé lá dentro, a música parou. Só percebi que não tinha absolutamente ninguém na sala enorme quando todos pularam gritando “surpresa”. Eu estava estática e até cheguei a virar para trás no intuito de conferir se não havia ninguém atrás de mim. Aquilo tudo era pra mim?
-É pra você mesma, Demi- ouvi a voz de Joe e observei atentamente seu sorriso naquele rosto de expressão calma.
-Mas...- eu tentei dizer alguma coisa, mas várias pessoas vieram até mim, me abraçaram e falaram coisas simpáticas. Era uma festa grande, eu não era muito amiga de todos ali, mas ninguém parecia se importar com isso. Todos haviam se juntado pra fazer aquilo por mim.
-A festa é sua- Lola sorriu me abraçando novamente. As pessoas já estavam dançando ao som da música que voltara e eu ainda não sabia muito bem o que fazer- Aproveita- disse.
Eu sorri e olhei para todos ali, se divertindo e de repente meu olhar se encontrou com o de Joe. Ele forçou um sorriso e se aproximou tranquilamente, trazendo David ao seu lado. Os dois pareciam bem felizes e satisfeitos.
-Gostou da surpresa?- ouvi a voz de Joe em meu ouvido e só aí reparei seus braços ao meu redor e os meus braços presos no pescoço dele.
-Eu nem sei o que pensar, quem fez isso?- eu perguntei a todos eles. Lola e David encararam Joe com um sorriso no rosto- Você?- eu o encarei, percebendo que ainda estávamos bem próximos, e ele deu de ombros.
-Eu tive muita ajuda- explicou.
Aquilo me deixou ainda mais surpresa. Acho que saber que Joe havia planejado isso me deixava ainda mais surpresa do que a festa em si. Lola me puxou para dançar e eu decidi que talvez a noite não fosse acabar sendo tão ruim.
Um tempo se passou, uns já estavam cansados, outros bêbados e eu procurei por Joe enquanto ouvia Lola conversar com David. Os dois já tinham bebido bastante e se não estavam se agarrando de um jeito bem explícito, estavam falando coisas que só eles conseguiam entender. Pareciam malucos. Me levantei e subi as escadas, procurando pelo banheiro.
Eu não tinha ideia de onde ficava, nunca tinha ido àquela casa antes e me esqueci de procurar por um lavabo no andar de baixo. O jeito era abrir alguma porta, porque eu já estava ali mesmo.
E é óbvio que eu não iria acertar de primeira. Abri uma porta que dava pra um quarto, não tinha ninguém ali. Caminhei mais um pouco e vi três portas. Quantos cômodos aquela casa tinha?
Abri uma das portas e mesmo com a luz apagada, vi a sombra de duas pessoas. Uma delas tinha um copo nas mãos e a outra, a mulher, tentava a todo custo se aproximar. Eu não demorei pra perceber que era Joe. Mas não me movi. Eu me mataria depois se fosse embora e não soubesse o que de fato aconteceu. Ele estava resistindo absurdamente, resmungando pra menina sair de perto, o que me deu mais vontade de continuar. Eu queria saber se ele ia ceder.
-Ângela, sai- Joe murmurou afastando a menina, já com a paciência se esgotando. Ela tentava beijá-lo, mas não tinha muito sucesso.
-Você não estaria aqui se não quisesse- ela disse em alto e bom tom.
-Eu tô bêbado- ele revirou- E eu não quero como também não vou.
-É mais interessante quando você tá com esse cheiro de álcool- sussurrou.
-Você não vai me fazer transar com você- disse se livrando finalmente dela- Eu posso estar bêbado o suficiente pra subir aqui mas não pra entrar no seu joguinho. Tenha um pouco de respeito por si mesma.
Então quando ele ia virar de costas, eu saí dali o mais rápido que pude. O problema foi que eu não sabia o que fazer, então fiquei parada encostada na parede ao lado da porta. Joe passou por mim respirando fundo, e depois deu alguns passos para trás.
-O que você tá fazendo aqui?- ele perguntou nervoso- Você viu...?- Eu assenti e ele se aproximou- Eu tô bêbado, mas não fiz nada.
-E por que você não fez nada?- perguntei com a voz falha.
-Porque eu não faria isso com você- disse sério- Eu posso ter muito álcool correndo dentro de mim mas isso não seria suficiente, eu te amo muito- ele disse juntando nossas testas ao me segurar pela cintura.
-Eu não consigo ser sua amiga, Joe- eu disse apreensiva. Sua respiração já se confundia com a minha e a menina lá estava certa, o cheiro de álcool estava me deixando mais maluca ainda- Você não vai se arrepender disso quando estiver sóbrio, vai?- questionei com os olhos fechados, me referindo ao momento que estava acontecendo e que ia acontecer.
-Eu não quero que você seja minha amiga- ele disse em meu ouvido, roçando seu nariz na minha nuca- Eu quero mais do que isso- disse beijando meu pescoço.
Deixei que seu rosto permanecesse entre meus cabelos e suspirei sentindo seus lábios contra a minha pele. Puxei seu cabelo querendo encontrar meus lábios com os seus e como resposta ele me imprensou mais contra a parede, conta o seu corpo.
Iniciamos um beijo apaixonado mas desesperado. Definitivamente nós dois estávamos sentindo muita falta disso. Sua língua explorava minha boca com uma intensidade absurda e suas mãos me apertavam. Ele queria me sentir de todos os jeitos que podia.
-Você tá raciocinando direito?- perguntei, não sei como. Eu com certeza não estava apta a falar naquele momento, mas tinha um medo absurdo de que em algumas poucas horas tudo aquilo mudasse.
-Eu nunca raciocinei tão bem- garantiu com certeza. Eu nunca vi um bêbado tão confiante ao soltar algumas poucas palavras. Talvez isso fosse um bom sinal.
Joe encaixou uma de suas pernas no meio das minhas e me calou antes que eu pudesse dizer alguma coisa. De qualquer forma, eu não ia dizer nada.
Ele apertou minha cintura e beijou meu ombro descoberto ao descer as mãos para o meu quadril. Ao me puxar mais para perto, ele mordeu meu lábio inferior e eu o puxei pela camisa.
-Seu idiota- ouvimos um resmungo, provavelmente da menina que estava no quarto com ele há pouco tempo. Joe se afastou um pouco, apenas o suficiente para rir abafado.
-Você é a única que eu quero- ele disse antes de me beijar novamente.
Fomos diminuindo a intensidade de tudo que acontecia conosco, mas uma das mãos dele ainda estava presa à minha perna, acariciando-a. Ele beijou meu ombro e distribuiu muitos beijinhos em minha nuca. Ficamos assim durante um tempo, querendo manter a respiração em um nível aceitável e ele beijou meus cabelos antes de jogar um de seus braços ao meu redor.
Segurei sua mão que me envolvia e ele beijou-a delicadamente. Sorri com o gesto, ignorando mais uma vez o fato de saber que ele não estava completamente ciente de toda a situação e rezei pra ele não se arrepender de nada.
Quando descemos a escada, ele apoiou a mão em minhas costas, descendo até meu quadril. Ri comigo mesma e ele fez o mesmo, beijando meu pescoço com um sorriso nos lábios.
-Epa- David comemorou animado ao nos ver- Vocês tão completamente bêbados ou eu já posso comemorar pra valer?- perguntou.
-Eu tô bêbado, ela não- Joe respondeu por mim- Mas pode comemorar, eu tô bem ciente da situação- brincou.
-Finalmente- foi o que Lola disse, da forma mais bêbada possível e arrancando gargalhadas.
Continua...
tá acabando gente :( mas ó, eles voltaram :D
amanhã eu posto o último :|
comentem, hein! por favor, só tive 4 comentários :((
amo vocês, obrigada por tudo!
mil beijocas,
Brubs <3

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4 de jan de 2014

Capítulos 19 e 20

Joe on:
-Deixa ver se eu entendi- Lola disse calmamente- Vocês voltaram a namorar?- perguntou. Demi segurava minha mão inquieta, querendo sair dali a qualquer momento.
-Sim- respondi confuso- Qual a novidade?
-Mas foi assim? Normalmente? Como se nada tivesse acontecido?- insistiu. Eu já tava achando aquilo muito estranho.
-É, Lola... o que aconteceu?- questionei confuso. Além do tempo, não tinha acontecido mais nada... ou será que ela achava que eu tinha ficado com alguma garota?- Se você tá achando que eu fiquei com alguém...
-Ele não ficou- David me interrompeu.
-Eu sei que não!- ela resmungou irritada- Não é disso que eu tô falando.
-Então do que você tá falando?
-Ela achou que eu tava chateada com você e estranhou eu te perdoar por causa do tempo- Demi disse impaciente- Agora anda, a gente tem que ir pra aula.
-A gente conversa depois, Lola- eu gritei sendo arrastado pra longe. Eu ia descobrir do que ela tava falando, porque burro eu não sou.
-Ah eu preciso falar com a Lola- ela disse para si mesma- Inventa alguma coisa pro professor? Eu não vou ficar pra essa aula.
-Então sai e pronto, ele não vai nem desconfiar- eu dei de ombros- Mas antes, volta aqui- eu a puxei pela mão- O que tá acontecendo?
-Joe eu preciso sair logo antes que ele entre- murmurou e de desvincilhou das minhas mãos- A gente se fala depois, tá tudo bem- assegurou antes de sair.
Eu bufei e sentei na mesa, me virando pra falar com qualquer um que estivesse atrás de mim. Logo depois de um tempo, a Demi voltou, antes mesmo do professor aparecer. Eu acho que o Carlos era mais preguiço que a gente e com certeza tinha mais dificuldade de acordar cedo numa segunda feira do que os alunos.
Nesse momento eu tava dando graças a Deus pelas férias que tive, mas Demi não parecia tão contente quanto eu.
-Não achou a Lola?- perguntei enquanto ela pegava o celular e teclava alguma coisa.
-O professor dela já chegou- deu de ombros- Droga, a bateria vai acabar- resmungou.
-Eu tenho carregador, me dá aqui- eu estendi a não e ela me entregou o aparelho. Coloquei pra carregar em uma tomada que tinha bem do lado da minha carteira.
A aula passou mais depressa do que o normal, talvez porque o professor chegou vinte minutos atrasado. Eu continuaria nessa sala para a próxima aula, o que eu odiava, porque sair e trocar de sala me dava mais tempo pra conversar, mas eu tava cansado demais pra me levantar agora. Demi guardou os livros na mochila e me deu um selinho antes de sair apressada para a próxima aula. E aí eu percebi que ela esqueceu o celular.
Peguei o aparelho e guardei o carregador na mochila. Quando ia guardar o celular, ele vibrou e acendeu. Era uma mensagem da Lola. Eu abri, já que talvez pudesse ser importante e também porque pensei que a minha namorada não guardava segredos de mim. Mas o que eu li na tela foi “você não pode contar ao Joe, depois falo com você” e ela tinha respondido apenas “porque você fez isso?”. É... parece que eu não ia poder ficar pra essa aula.
-David- eu gritei quando ele ia se sentar do outro lado da sala. Parecia mais um zumbi do que um aluno- Eu tenho que falar com você e é importante.
-Cara eu te amo- ele disse saindo da sala com rapidez- Eu tava louco pra sair daquela sala, mas a minha consciência pesou. Obrigada.
-A Demi tá me escondendo alguma coisa- fui direto ao ponto- E a Lola sabe o que é.
Ele me encarou confuso, como se perguntasse como eu descobri isso e não como se quisesse saber o que era. Eu estendi o celular dela na direção dele e David resmungou alguma coisa.
-Você também sabe o que é?- perguntei indignado.
-A Lola me contou hoje, antes da aula- ele disse- Eu... achei que você soubesse, a Lola também achou porque a Demi ia te contar... Porque você foi bisbilhotar o celular da tua namorada?- perguntou inconformado.
-Porque eu não achei que ela tivesse um segredo de estado que todos os meus amigos sabem menos eu- disse irônico- Porque isso interessa?  É o de menos.
-Porque agora eu vou ser obrigado e te contar- bufou- Tá, olha, parece que a Demi namorou com um garoto lá de onde o pai dela mora, durante esses 3 meses.
-Ela fez o que?!- eu quase gritei.
-Eu não sei os detalhes, eu nem devia tá te falando isso porque eu posso arrumar um problema pra Lola e pra Demi, mas você é meu amigo e eu não podia esconder de você.
-Mas você tava escondendo de mim- eu disse.
-Eu ia contar, mas tava esperando a Lola falar com a Demi antes.
-Porque raios a Lola não me contou?- questionei irritado.
-Ela achou que você soubesse! Ela tá puta da vida com a Demi.
-Não é pra menos! Como ela pode fazer isso e depois dizer que me ama como se nada tivesse acontecido?
-Conversa com ela, Joe, sei lá o que tava passando na cabeça dela. Mulher é um bicho complicado.
-Não acredito nisso- murmurei levando uma das minhas mãos ao rosto.
-Ah que merda- David resmungou ao meu lado.
Nós passamos um tempo em silêncio, eu continuei naquela posição pensativa e com aquela cara de “o que eu faço agora?”. Eu definitivamente não conseguia pensar. Ela tinha sido muito cara de pau em voltar pra mim depois do que tinha acontecido nesses 3 meses. Talvez tivesse sido por isso que ela não me culpou muito, apenas aceitou voltar. O erro dela havia sido maior que o meu.
Só que depois de algum tempo, o David começou a puxar assunto. Passamos o tempo inteiro de matemática conversando, até que o sinal bateu e nós tivemos que ir para nossas salas. Minha próxima aula era com Demi, mas eu não tava afim de começar uma briga no meio da sala de aula.
-Oi- ela sorriu na minha direção- Por um acaso você pegou meu celular?- perguntou com uma careta. Ela não parecia preocupada com a possibilidade de eu ter lido a mensagem.
Tirei do bolso e estendi para ela, depois joguei minha mochila numa cadeira mais afastada e caminhei na direção do bebedouro.
-Joe- Demi chamou atrás de mim- O que aconteceu?- eu me virei, pensando no que responder, e quando decidi continuar indiferente, o professor entrou na sala.
-A gente conversa no intervalo- eu disse passando por ela- Você pode usar esse tempo pra pensar em uma desculpa bem convincente- dei de ombros e virei antes que pudesse ver qualquer expressão em seu rosto. Eu nunca achei que fosse sentir isso, mas estava com muita raiva dela agora.
---*---*---
-Como você descobriu?- ela perguntou assim que a aula acabou. Eu ia conversar com ela em um lugar reservado, pelo menos era esse o meu plano, mas se tava tudo bem pra ela começar a discussão no meio do pátio, eu não ia reclamar.
-Isso importa?- ergui a sobrancelha.
-Eu posso te explicar- ela disse um pouco desesperada demais.
-Ih briga de casal- um engraçadinho cantarolou.
-Cala a boca- eu disse sério e ele levantou as mãos em sinal de inocência- Eu não sei se eu tô afim de te ouvir, Demi- voltei a minha atenção para ela, dessa vez finalmente parando de andar e encarando-a.
-Você não quer uma explicação? Você tem que me ouvir, Joe.
-Tudo bem- eu assenti, ouvindo-a respirar fundo- Mas antes é melhor você saber que acabou- mantive a voz firme mesmo que aquilo me incomodasse, e muito.
-O que? Você tá terminando comigo?
-Eu não sei da história toda, Demi. Eu sei que você arrumou um namorado enquanto tava morando com o seu pai e depois não teve a capacidade de me contar. E isso me dá motivos suficientes pra terminar o nosso namoro.
-Mas a gente não tava namorando, eu não te traí nem nada- ela se defendeu. Eu não ia discutir sobre esse assunto, porque nesse ponto ela estava até certa- Você mesmo pediu o tempo.
-Eu sei que eu pedi o tempo, mas eu não fiquei com ninguém durante esse tempo todo pra provar que eu era fiel a você.
-Desculpa, mas ninguém me avisou que eu tinha que fazer o mesmo- revidou. Respirei fundo para manter a calma.
-Demi, você pretendia me contar isso?- perguntei.
-Eu não sei, Joe, eu não sabia como! Era mais fácil deixar como tava, a gente voltou e eu tava feliz, pra que correr atrás de confusão?
-E é por isso que eu tô terminando com você- eu disse indiferente- Porque você não devia ter voltado pra mim como se estivesse morrendo de saudades, como se tivesse contado os dias pra voltar.
-Mas foi o que aconteceu! Se eu não quisesse voltar, tinha ficado lá. Se eu não quisesse você, não estaria namorando com você.
-A gente não tá mais namorando- eu lembrei.
-Dá pra você deixar de ser cabeça dura?- ela pediu, com raiva- Eu não cometi um erro, eu não traí a sua confiança. Pra falar a verdade, nós dois sabemos que eu deveria ter ficado com um pé atrás na hora de reatar o namoro, porque você pediu aquele tempo pra ficar com outra.
-Não era esse o meu objetivo! Tudo o que eu fiz foi pra não te magoar e no final das contas você se acha no direito de namorar com outro durante os 3 meses em que eu tava aqui te esperando?
-Joe, você tá sendo muito orgulhoso. Você tá se recusando a enxergar o meu lado. Eu tinha todo o direito de fazer o que bem entendesse, você me deu esse direito.
-Demi, olha só- eu suspirei e me aproximei mais dela, querendo manter a conversa mais privada- Eu não tô te acusando de ter me traído, eu não sou burro nem egoísta de querer dizer que você não tinha esse direito. O problema é que eu me arrependi de ter pedido aquele tempo, porque eu não queria te magoar e acabei magoando da mesma forma. Eu fui covarde em vez de enfrentar as consequências de qualquer ato que eu cometesse.
-Ah, então você se arrepende e agora a culpa é minha?
-Eu posso continuar?- perguntei irritado. Ela assentiu- Daí eu resolvi que mesmo tendo a chance de ficar com qualquer outra menina, eu continuaria fiel a você. Porra eu podia ter transado com qualquer uma e eu podia esconder isso de você. Se eu tivesse feito isso, você não ficaria chateada comigo?- questionei olhando-a com atenção.
-Ficaria- sussurrou, sabendo onde aquilo ia leva-la- Mas eu não seria tão estúpida, a gente tinha dado um tempo, você podia fazer o que quisesse.
-Você não precisa fingir que levaria numa boa- revirei os olhos- Nós sabemos o que aconteceria caso fosse você no meu lugar. Eu não vou voltar atrás, acabou- repeti- Se quiser me explicar o que aconteceu, explica, mas a minha decisão não vai mudar- garanti.
-Eu não vou explicar merda nenhuma- ela disse séria e se afastou, andando a passos largos.
Eu respirei fundo e lancei um olhar bem mortal pros enxeridos que observavam de longe. Pra sorte deles, ninguém se atreveu a se aproximar. Apenas David que correu pra perto de mim quando Demi já estava longe.
-O que foi isso?- ele disse em tom baixo- Eu vou me culpar pelo resto da vida- resmungou pra si mesmo.
-Você me contou a verdade, ela que decidiu esconder isso de mim- eu dei de ombros- Ia ter sido muito mais fácil se ela tivesse me explicado. Ou se não tivesse namorado um idiota qualquer.
-Você não acha melhor ir atrás dela e ouvir a história toda? Você já foi terminando com a menina- disse.
-Vocês ouviram tudo mesmo?- ergui uma das sobrancelhas.
-Eu tava aqui do lado, ninguém mais sabe de fato o que aconteceu. Mas que você terminou com ela a escola toda sabe.
-Ah David, por favor, né?! Eu tenho que bancar o namorado fiel e ela pode fazer o que bem quiser e nem se dar ao trabalho de me contar? Direitos iguais para todos- resmunguei.
-Joe- ele chamou- Vocês se amam, cara... você vai estragar isso assim?
-Fui eu que estraguei?- questionei sério.
-Tá, foi ela, mas... às vezes você tem que abstrair algumas coisas pra funcionar, né?
-Eu não tô afim de abstrair nada- afirmei- O que eu queria era que ela tivesse sido honesta comigo. Eu não teria terminado o namoro se tivesse ficado sabendo disso pela boca dela.
-Eu não acredito nisso- Lola gritou se aproximando- Meu Deus, eu não posso mais te contar nada que você abre o bico, cacete?- ela fuzilou David com os olhos.
-Olha só, Lola, ele é meu amigo. A errada foi a Demi e você vai ser muito cega se defender ela.
-Você devia ter esperado ela contar- disse mais calma, voltando-se para mim- Porque você foi bisbilhotar o celular dela?
-Porque ela não me contou?- revidei.
-Tá, olha... eu já discuti isso com a Demi, já disse que ela foi estúpida, idiota, mas tá feito! Só que tem muito mais por trás da história, Joe. Eu acho que você devia ouvir.
-Ela namorou com ele?- questionei em forma de confirmação e ela assentiu receosa- Então o resto da história não me importa. Detalhes não vão mudar o que ela fez. E você podia ter me contado!
-Eu queria evitar que você soubesse por uma terceira pessoa, idiota- suspirou.
-Pois não adiantou- avisei.
-Eu acho que já percebi isso- sorriu falsamente pra mim- Ah cara, que saco. E agora?- perguntou para si mesma.
-A vida segue- eu dei de ombros.
-É, vai nessa de que segue. Quero ver pra mim. Vai é empacar. Vou ficar dividida entre a minha amiga idiota e o meu amigo que finalmente não é o errado da história.
-Lola, você não tá dividida entre ninguém. Você não precisa escolher um lado pra ficar nem uma pessoa pra defender- eu disse.
-Você tá realmente bem com isso? Quer dizer, só isso que você vai dizer? A vida segue?
-Eu não tô nem um pouco bem com isso. Mas eu decidi terminar e eu fiquei muito decepcionado com a Demi. Eu cheguei a ficar com muita raiva dela. Quando isso passar, eu vou ficar bem mal e provavelmente vou querer socar a minha cabeça.
-Vocês se amam, Joe- ela disse.
-Foi a coisa mais difícil que eu já fiz- confessei.

-----***-----***-----
Capítulo 20

Demi on:
-Demi, você pode por favor deixar de ser criança?
-Criança?- eu repeti com amargura- Eu não tô chorando aqui há horas porque machuquei um dedo não, Lola. Eu fiz uma burrada enorme e acabei com o meu namoro.
-Você acha que eu não sei disso?- ela riu irônica- O que eu quero dizer é que você devia deixar de ser tão... ah, não sei, vai tentar concertar o erro que você cometeu!
-E que erro eu cometi?- perguntei nervosa- Tudo que aconteceu entre mim e o Luke foi por vingança, eu já te disse isso, não amei ninguém, não me entreguei numa paixãozinha de verão- murmurei.
-Só que você não precisa me contar a mesma história de novo, Demi, porque eu vou ficar com mais raiva. Conta pro Joe, ele que precisa saber o que aconteceu lá.
-Não vai mudar o que ele tá pensando sobre mim.
-Isso foi há 2 dias, Demi. Ele já teve tempo de colocar as ideias no lugar. Mesmo que não mude nada, você não vai pelo menos tentar?
-Pra ouvir ele dizer na minha cara que não quer mais nada comigo? Eu já ouvi demais isso- sussurrei- E eu já fui muito ignorada também.
-Olha, vocês dois são um pé no saco, que droga! Não sei quem é mais teimoso! Você não ama o Joe? Então faz alguma coisa. Se vai mudar ou não a cabeça dele não importa, você devia se importar em contar o que de fato aconteceu.
-Ok, onde eu encontro ele?- revirei os olhos, me dando por vencida.
-Os meninos tão na casa do Nick- ela deu de ombros- A gente pode ir lá- sugeriu.
-Não era a minha ideia conversar com ele assim na frente de todo mundo- eu disse seca. Meu humor não tava nem um pouco bom nos últimos dias.
Lola bufou e me arrastou pela mão. Pelo menos, mesmo me xingando e me lembrando do quão burra eu fui, ela ainda estava ali comigo.
Eu passei os últimos dias bem mal. Ainda mais porque Joe me ignorara literalmente em todas as oportunidades que ele tinha. Nem nossos olhares se encontravam. Eu não tava afim  de papo no dia em que brigamos, mas agora o peso da culpa estava dentro de mim e eu queria fazer o que fosse pra que ele me perdoasse. Eu sabia que não tinha sido lá a namorada mais fiel, mesmo que não estivéssemos juntos.
-Duas intrusas- Cole gritou com uma cerveja nas mãos. Sorri e Lola lhe deu um tapinha.
-Cala a boa, idiota, cadê meu namorado?- perguntou.
-Tá lá dentro, junto com os caras. Podem ir, madames- brincou, abrindo mais o portão.
Nós entramos, e se não fosse a mão de Lola me puxando, eu acho que teria demorado muito tempo pra chegar até a sala. A maior parte dos garotos que andavam com a gente estava ali, e meus olhos logo foram parar em Joe e a garrafa em suas mãos. Automaticamente ele nos encarou, antes com um sorriso no rosto, depois com uma expressão séria. Murmurou alguma coisa para si mesmo e nós demos um “oi” geral. Quando ele voltou a atenção para uma conversa qualquer que estava tendo com Nick, Lola me cutucou nada discretamente.
-Anda, vai falar com ele- ela sussurrou. Encarei-a confusa.
-Cara, ele vai me dar um fora daqueles- eu disse, nervosa. Não queria que as coisas sobre nós se tornassem tão públicas e muito menos queria que ele me tratasse mal na frente daquelas pessoas.
-Se ele fizer isso, me chama que eu dou um jeito- ela disse antes de ir até David. 
Eu fiquei parada ali, sem saber muito bem o que fazer, porque apesar de ter ido ali com a intenção de conversar com ele, eu estava tremendo de nervosismo e medo. Nunca fui boa com relacionamentos, todos sabiam disso. Eu era boa quando só tinha sexo no meio, mas ali era o cara que eu amava e eu precisava engolir as coisas estúpidas que sentia.
Balancei a cabeça por ser tão estúpida e me perguntei se ele não estava sofrendo. Ele terminou comigo de forma dura e sem expressão alguma além de frieza. Isso me incomodou profundamente.
Mas depois de respirar fundo, caminhei até ele. Seja o que tiver que ser. E quer saber de uma coisa?! Se ele for estúpido comigo, acho que finalmente minha raiva vai ser maior do que qualquer vontade de reatar o namoro. 
-Joe- eu chamei, só aí percebendo como minha voz estava fora do meu controle. Ele demorou um pouco, mas virou-se para mim sem demonstrar nada.
Eu não sabia se pedia pra conversar, se pedia pra ele sair dali e ir para um lugar mais calmo, ou se esperava ele ser grosso comigo. Mas antes de qualquer uma dessas coisas de fato acontecer, ele se levantou e chegou mais perto.
-Você quer falar comigo?- perguntou calmamente. Ainda surpresa, eu apenas assenti. Ele abaixou a cabeça e eu o segui quando Joe começou a andar para um lugar qualquer- Acho que aqui a gente tem paz- deu de ombros.
-Depois de dois dias me ignorando e pensando, você tá disposto a me deixar tentar concertar isso?- perguntei mantendo a pose firme. Eu sabia que não seria assim por muito tempo.
-O que você tem pra me dizer?- ele questionou imparcial.
-O garoto que eu... namorei foi o Luke, aquele que...
-Eu sei quem ele é- Joe me interrompeu, com uma expressão surpresa- Porque raios você fez isso, Demi? Era mentira o que você me disse? 
-Nada foi mentira, eu odeio aquele idiota- eu garanti tão certa que ele não podia, não mesmo, ter dúvidas.
-Então porque logo ele?- perguntou realmente curioso.
-Porque eu queria quebrar o coração dele do mesmo jeito que ele fez comigo. Eu tive essa oportunidade quando ele começou a procurar por mim. Não foi nem um pouco difícil marcar um encontro e fingir que eu o perdoava e que... gostava dele- fiz uma careta- Como ele dizia que gostava de mim.
-Você namorou o cara que foi um canalha com você por vingança?
-Não tinha nada mais justo- eu revidei- Olha, você pode pensar o que quiser. Que eu sou uma pessoa ruim, que eu vacilei, não sei, eu mesma não tava me reconhecendo, eu fiquei meio fora de mim.
-Completamente fora de você, Demi- ele concertou.
-Eu tinha ódio dele por tudo que eu tive que passar. E você tinha acabado de me pedir aquele tempo, eu tava com a cabeça quente, achando que você tava comendo a primeira piranha que passasse na esquina. Eu agi sem pensar.
-Você transou com ele?
-Eu namorei com ele durante 3 meses, Joe. Foi só sexo- dei de ombros.
-Isso foi baixo demais, Demi- ele disse sério e decepcionado. 
-Eu achei que você tivesse vontade de matar ele por causa do que eu te contei- comentei e ele assentiu.
-Mas você não justifica o seu erro com o dele, você não é vingativa- ele disse certo disso.
-Não sou, mas eu não... ah Joe, as coisas tavam complicadas. O garoto que eu amava e que dizia que nunca ia se separar de mim tinha terminado comigo pra ficar com outra, mesmo que a sua intenção não fosse essa, eu tava com raiva de você.
-Tá, Demi- ele suspirou, claramente cansado daquele discurso.
-Eu só queria te pedir desculpas. Eu sei que você não quis me magoar, eu... eu não tenho porque colocar a culpa em você, fui eu que errei e eu assumo isso. Eu não acho que você precise me odiar porque eu fiquei com outro sendo que a gente não tava nem juntos, mas eu sei que deveria ter te contado assim que eu cheguei.
-Tudo bem, eu te desculpo- disse. Mas ele não mostrou que tinha voltado atrás- Eu não acho que seja bom a gente voltar a namorar, Demi- ele disse com uma careta- Não vai fazer bem pra nenhum de nós dois, eu não tô bem com isso ainda. Eu te amo sim, mas deixa desse jeito por enquanto.
-Eu não quero ficar brigada com você- sussurrei sincera- Se você me perdoa, se você me ama e eu te amo com todo o meu coração- eu disse- Porque deixar assim?
-Se você quiser ser minha amiga, a gente pode tentar- deu de ombros- Eu também não gosto de te ignorar ou de ficar brigado com você, mas eu não quero voltar a namorar agora. Vai estragar tudo e depois a gente não vai mais poder concertar. Só se passaram dois dias, deixa eu esfriar a cabeça- pediu.
-Tudo bem- eu assenti, permanecendo ali parada. Seus olhos brilhavam e estavam claramente abalados, tristes, mas os meus não estavam diferentes. Desviei o olhar antes que o clima ficasse pior e esperei que ele dissesse alguma coisa.
Joe se aproximou e depositou um beijo no topo da minha cabeça. Depois ele virou e saiu andando para onde estava antes. Eu não ia aguentar se começássemos com joguinhos.

Joe on:
Depois do momento... estranho que eu passei com Demi, voltei para a sala e me sentei num lugar no sofá no meio de Lola e David. Os dois me encararam com uma expressão nada legal.
-Só porque tá solteiro vai se meter no namoro dos outros?- ela resmungou- Falando nisso, porque você ainda tá solteiro?
-Porque eu não quis voltar com a Demi- respondi como se fosse meio óbvio.
-Como não? Ela não concertou a merda que fez?
-Ela se desculpou comigo, mas sei lá, não ia ser a mesma coisa, eu acho melhor esperar mais um pouco.
-Como quiser- David deu de ombros- Mas e a festa? Ainda tá de pé?
-Eu não sei se nós vamos conseguir ser amigos ou se ela quer isso- eu disse- Mas mesmo que eu tenha um dedo nisso, vocês me ajudaram a organizar- dei de ombros- Por mim, tá de pé.
-Então eu vou falar com o Mark- Lola sorriu largamente- A Demi vai ficar muito feliz- disse.
-Amanhã a gente termina os detalhes e no sábado você fica encarregada de levar a Demi- sorri falando com Lola e ela assentiu.

Continua...
me desculpem pela demora, amores, mas postei logo dois pra vocês, tô perdoada? :)
comentem, hein \o
amo vocês, muito obrigada
beijocas,
Brubs <3

GENTE QUE CALOR É ESSE AQUI NO RIO?
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2 de jan de 2014

Capítulo 18

3 meses depois...

-Sério, eu passei dias ameaçando o Joe durante a minha vida por causa de você e no final das contas a minha vontade é de te estrangular!
-Lola, não age como se eu fosse uma criminosa!- Demi pediu, bufando ao sentar-se na cama.
-Mas você é!- retrucou- Você... Você é muito idiota. Porque fazer uma burrada dessas, Demi? O que tem na tua cabeça? Minhoca?
-Olha, eu te chamei aqui pra saber do Joe, não pra receber sermão.
-Você tá certa, não é sermão que eu tenho que te dar, é porrada mesmo- murmurou- E quanto ao Joe, eu só sei que você não merece ele. Agora, se quiser mais informações, eu acho melhor falar com ele pessoalmente.
-Eu só queria saber o que esperar dessa conversa- explicou.
-Você mesma disse pra ele que queria conversar pessoalmente. Então liga pra ele e aí vocês que se entendam.
-Ah Lola, por favor né, você tá mesmo chateada comigo?
-Ele é meu amigo, Demi, e mesmo assim eu sempre fiquei contra ele quando o assunto era você. Porque eu achava que você tinha a cabeça no lugar. Mas você realmente é capaz de magoar alguém.
-Então você vai ficar brigada comigo porque eu pisei na bola com o Joe?
-Isso não muda a nossa amizade- ela disse mais calma, depois de algum tempo- Só... conversa com ele e depois a gente se fala.
-Tudo bem- a menina deu de ombros- Ele perguntou por mim?
-Eu queria falar com você antes então eu não disse que horas você chegava. Eu achei que ele fosse te ligar- deu de ombros.
-Ele ligou- Demi fez uma careta- Eu tava chegando na rodoviária. Eu meio que evitei ele durante esse tempo... A gente mal se falou. Não tinha assunto, na verdade, tava um clima estranho.
-Não brinca- disse irônica, virando as costas antes de sair do quarto.

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Demi on:
Eu tava andando, pensado se ia ou não até a casa do Joe, pensando em como eu ia contar essas coisas que aconteceram durante esses três meses, pensando no que fazer. Seria realmente muito mais fácil se ele escutasse a fofoca por alguma outra pessoa, mas não seria justo.
-Eu sabia que você já tinha chegado- ele disse indiferente, sem me encarar. Eu me virei rapidamente na sua direção e me sentei ao seu lado, na calçada.
-É... eu pensei em te ligar mas preferi falar com você pessoalmente- dei de ombros e ele assentiu- Como foi a viagem?
-Muito boa- ele disse, mas sem animação alguma- E a sua?
-Não tão boa quanto a sua- forcei um sorriso- Então, com quantas você ficou durante o nosso tempo?- eu perguntei. Não sei como soou e pra falar a verdade eu não tinha a pretensão de acusa-lo de nada, mas sei lá, a pergunta escapou. Eu tentei transformar em uma brincadeira, forçando aquele sorrisinho, mas ele manteve a postura indiferente.
-Sério?!- ele me encarou com uma careta e um meio sorriso- Eu não achei que a nossa conversa seria assim- disse.
-Como achou que seria?- perguntei curiosa- Não foi por isso que você pediu o tempo? Pra poder...- eu pensei melhor- Desculpa- suspirei- Não quero te provocar nem insinuar nada.
-Mas esse foi mesmo o motivo- ele confirmou- Só que eu não fiquei com nenhuma. Eu... não encostei em outra garota enquanto você tava fora- disse sério.
-Isso é verdade?- eu perguntei, mas os olhos dele já me diziam a resposta- Então porque você pediu o tempo se não ia ficar com ninguém?
-Eu não pedi o tempo porque queria ficar com outra menina, Demi. Eu pedi o tempo pra evitar qualquer coisa ruim que pudesse atrapalhar o nosso namoro ou te magoar. Mas eu fui um idiota, eu não devia ter feito você pensar que eu não consigo ser fiel a você.
-Você acabou de me provar que é fiel a mim- eu disse e ele abriu um pequeno sorriso, ainda meio triste. Acho que ele estava triste consigo mesmo- Qual o problema?
-Eu consegui o impossível, Demi. Eu vacilei com você enquanto tentava não vacilar. Foi muito estúpido- suspirou.
-Não tem problema, Joe- eu disse sincera- Você não fez nada... e se tivesse feito também- dei de ombros- Não estávamos juntos. Eu entendi os seus motivos.
-Quando eu te liguei no dia que você viajou foi porque eu ia te pedir pra voltar e acabar com o tempo. Eu não tava mais ligando pro que podia acontecer. Eu tinha uma namorada que eu amava e... tinha que encarar as consequências se por um acaso eu fizesse algo errado. Se eu te traísse, seria porque eu não te merecia. E mesmo não estando mais com você, eu deixei isso na minha cabeça.
-Eu não sei o que você espera que eu faça... mas se você tá querendo que eu te desculpe... não tem porque me pedir desculpas.
Ele abriu mais um sorriso, dessa vez tinha mais alegria, e se aproximou com calma. Seu rosto estava a poucos centímetros do meu, e sua mão já estava em minha nuca. Eu fechei os olhos, engolindo todas as merdas que eu tinha feito na viagem, engolindo todas as palavras que ele acabara de falar. Eu tava me sentindo um lixo no momento, eu não o merecia. E pior do que isso, eu não sabia se ia contar a ele tudo o que eu tinha feito.
-Tá tudo bem com você?- ele perguntou com os lábios colados aos meus.
-Tá tudo ótimo- sorri entre o beijo e entrelacei minha mão em seus cabelos- Eu te amo- eu disse dando início a outro beijo, mais intenso e desesperado. Eu sabia que tinha que parar de demonstrar esse turbilhão de emoções diferentes ou então ele teimaria comigo. Ou eu podia apenas usar a desculpa das saudades.
Joe acariciou minhas costas, deixando que suas mãos deslizassem pela minha cintura. Partimos o beijo buscando por ar e ele enterrou seu rosto em meu pescoço, no meio dos meus cabelos. Senti sua respiração ofegante e fechei meus olhos com força, impedindo-os de ficarem marejados. Senti suas mãos vagando enquanto me acariciavam com carinho, seu polegar tocando minha espinha. Meus braços estavam ao redor do pescoço dele e eu deitei minha cabeça em seu peito.
Joe se afastou para me encarar e eu desviei o olhar, me aproximando novamente para agarrar sua blusa e permanecer junto a ele.
-Senti sua falta- ele sussurrou mexendo em meu cabelo.
-Você não tem ideia de como eu senti a sua- eu disse controlando minha voz.
Eu realmente sentira. Por nenhum momento eu deixei de pensar nele. Joe sempre estava na minha cabeça e talvez isso tenha sido o motivo pelo qual eu não fui à loucura e ao mesmo tempo fiquei completamente fora de mim. Eu não enlouqueci porque via Joe em Luke, era ele que eu beijava quando meus lábios encontravam com o desgraçado que agora tinha o coração despedaçado. Eu só não sentia que estava com ele quando Luke e eu estávamos na cama. Porque aquilo não era amor, era só sexo, e com Joe era completamente diferente.
E ao mesmo tempo eu não tinha mais controle sobre mim mesma, eu queria voltar pra casa e ficar abraçada àquele que eu amo. Queria senti-lo me tocando e me beijando com aquela delicadeza incomparável. Eu fiz muita besteira sem pensar só porque eu tinha muita raiva do Luke. Mas eu acabei estragando tudo no meu namoro.
Continua...
ainda tem coisa pra vir por aí, hein hehe 
gostaram? pelo menos os dois voltaram, né?!
comentem, meus amores, obrigada  por tudo!
amo vocês,
beijinhos,
Brubs <3

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divulgação> Locked Out Of Heaven

e obrigada Samara, pelo selinho, muuuuito obrigada, amor <3 vou repassar depois :)

1 de jan de 2014

Capítulo 17

Primeiro post de 2014 \o/ eeeeee

-Eu não acredito que vocês deram um tempo- Jack me encarou abismado. Ele estava repetindo a mesma coisa há uns três minutos.
-Joseph Adam Jonas eu vou arrancar os seus ossos- Lola apareceu e David vinha bem atrás dela, tentando pará-la sem muito sucesso.
-Lola, eu fiz o que eu achei que tinha que fazer- eu me defendi antes de levar um tapa na cara.
-Então você é muito burro- retrucou, soltando-se de David- Desculpa esfarrapada a que você deu- ela resmungou.
-O que você queria que eu fizesse?
-Provasse o seu amor por ela em vez de dizer na cara da Demi que tinha medo de trair ela.
-Se eu traísse a Demi durante esses 3 meses, você ia ter dito que eu deveria ter dado um tempo em vez de magoá-la.
-O problema é que você não pode pensar “se”. Você tinha que colocar dentro dessa cabeça oca que você tinha uma namorada. Em vez de você provar que é fiel, você tá sendo covarde- ela disse antes de sair bufando.
-Eu errei mesmo tão feio assim?- fiz uma careta na direção de Jack.
-Cara, eu não acredito que vocês deram um tempo- repetiu a mesma frase e eu desisti dele.
-David- eu gritei e ele veio até mim, deixando Lola seguir o caminho sozinha- O que eu faço?- perguntei.
-Liga pra ela- ele deu de ombros e me estendeu o celular- Eu sei que você não teve a intenção de arrumar uma desculpa pra trair ela, mas talvez você devesse optar por ser fiel.
Eu peguei o celular dele e me afastei. Foi bom ele ter me emprestado porque o meu eu tinha esquecido em casa. Eu não pensei muito sobre o que estava prestes a fazer, porque de alguma forma eu sabia que era o certo. Foi realmente muita estupidez pedir um tempo por um motivo desses, com uma explicação como a que eu dei, mas naquele momento eu só queria proteger o nosso namoro.
Eu passei tanto tempo pedindo pra que ela confiasse em mim e quando finalmente tudo se acerta, eu faço isso. Parabéns, Joe.
-Alô?- ela atendeu com aquela voz calma da qual eu já sentia falta. Isso era possível?
-Oi Demi, é o Joe- eu disse tentando fingir normalidade. Como eu ia dizer para ela agora exatamente o contrário do que eu tinha dito ontem?
-Hum, esse não é o seu número- ela disse com uma risada abafada.
-Eu esqueci meu celular em casa- dei de ombros.
-Eu estranhei o David me ligando- ela disse e eu ri brevemente.
-E como tá aí?- eu perguntei.
-Normal. Eu cheguei faz pouco tempo. E aí? Como é a escola sem mim?
-Não é a mesma- respondi sincero. Na verdade eu estava pensando em como era o meu dia sem ela.
-Joe... porque você me ligou?- ela perguntou receosa- Você não pegou o celular do David no meio do intervalo pra perguntar como tava sendo o meu dia- ela disse, não grossa, mas curiosa.
-Realmente não- eu suspirei- Eu queria falar com você.
-Sobre...?
-Nós- eu disse calmamente.
-Ei, olha...- ouvi Demi respirar fundo do outro lado da linha- Seja o que for, eu prefiro ouvir pessoalmente. A gente conversou ontem e eu acho que já tá tudo certo- disse- Na medida do possível. Não quero conversar sobre a gente pelo telefone.
-Tudo bem, você tá certa- eu disse- A gente já disse o que tinha pra dizer ontem- completei.
-Então- ela disse um pouco desanimada- A gente se fala. Tchau.
-Tchau- eu disse um pouco baixo demais, porém não me importei. Desliguei o telefone e voltei para pegar a minha mochila e ir pra aula.

***---***---***

Demi on:
-Mal chegou e já vai sair?- Selena me perguntou quando eu peguei minha bolsa e caminhei na direção da porta.
-Eu vou aproveitar, ou então a coragem vai sumir- dei de ombros- Eu preciso encontrar com o Luke.
-Você não tá se precipitando muito não, Demi?
-Sel, eu não quero ficar aqui sentada pensando no que o Joe tá fazendo. Eu tenho a minha vida agora. Eu tenho 3 meses pra engolir meu medo e mostrar pro Luke que eu não sou mais o que eu era. E que agora eu posso quebrar o coração dele.
-E se o Joe te ligou pra pedir desculpas e acabar com o tempo?- sugeriu.
-Talvez- disse- Mas ele mesmo falou que ontem nós dissemos tudo que era pra ser dito. Ele vai aproveitar o tempo. Eu vou fazer o mesmo.
-Se tornando a mesma pessoa que você era antes do namoro?
-Um pouco de sexo nunca me matou, Selena- eu disse saindo de casa.
Eu peguei meu celular e liguei para ele. Selena já tinha comentado que eu ia passar 3 meses aqui, porque eu pedi que ela o fizesse, e então Luke tinha me ligado umas 2 vezes. Ele queria sair comigo e eu acabei aceitando. Eu ainda tinha nojo e repulsa dele, mas era a minha vez agora. Adeus medo. Eu tinha um coração pra quebrar.
-Eu não tive a oportunidade de  dizer como você mudou na última vez que eu te vi- ele sorriu na minha direção.
-É, eu realmente mudei- dei de ombros.

***--**--***

-E aí?- ela perguntou quando eu entrei em casa- Como foi?
-A gente tá meio que ficando- dei de ombros- Ele me pediu desculpas de novo e enfim, eu fingi que aceitei.
-Eu não sabia que você era tão vingativa assim- Selena fez uma careta- Você é má!
-Aquele idiota merece, Sel.
-Tá mas... Demi, poxa, você tinha namorado, né?! Tudo bem que vocês deram um tempo, mas... ficar com outro? E logo o Luke? Imagina se o Joe sabe disso- ela suspirou.
-O Joe terminou comigo pra poder ficar com quem desse vontade. E acho que naquele momento o nosso namoro não foi de muita importância pra ele. Porque eu tenho que me importar agora?
-Porque dois errados nunca vão fazer o certo- disse irônica.
-Me diz a parte em que eu tô errada- pedi- Nós demos um tempo. Isso significa que não estamos mais namorando. Eu tô livre e não vou ficar em casa chorando pelo meu namorado. Ex, na verdade- dei de ombros.
-Você é muito teimosa- resmungou- Eu não sei mesmo o que te deu.
-Isso não importa. Eu não sou uma pessoa ruim. Eu só quero mostrar pro Luke que eu sei brincar com os sentimentos das pessoas.
-Olha, é melhor você parar de revelar esse seu lado obscuro porque eu tô ficando com medo e a minha vontade de ir pra casa tá aumentando.
-Selena- revirei os olhos- Por favor, né?! Você me conhece. É que... ele me magoou muito- respirei fundo.
-Demi, você ainda sente alguma coisa pelo Luke?
-Eu juro pela sua vida que não- arregalei os olhos, porém os dela estavam quase saltando pra fora de pavor e eu tive que gargalhar alto- Eu te amo, você sabe que eu não sinto nada por ele. Eu amo o Joe. Isso é inevitável.
-E você tá com raiva dele?
-Não é raiva... eu só não tô me prendendo a ele enquanto a gente tá separado, mas depois, quando eu voltar pra casa, a gente vai ter a oportunidade de conversar. Eu entendi o que ele queria quando me disse aquelas coisas. Eu confio nele.
-Tá, mas me conta então o que rolou com o Luke.
-Sexo.
---**---**---

Joe on:
-Namorando de novo?- David sugeriu com um sorriso quando eu devolvi o celular.
-Não- dei de ombros- Ela não quer conversar por telefone. Eu tentei.
-É, você tentou. E agora? Vai ficar sem ela e dar uma de namorado fiel mesmo sem ter namorada?
-Eu sou fiel à Demi. E eu não vou ficar com nenhuma garota enquanto ela estiver fora.
-Joe, você não precisava ter pedido esse tempo, cara. Você ouviu o que acabou de falar? Porque isso parece tão fácil agora e antes foi tão difícil a ponto de te fazer terminar com ela?
-Porque agora eu sei que se eu pisar na bola, não vou trair ninguém. O meu medo de magoar a Demi ou vacilar com ela foi tão grande que eu agi meio que sem pensar. Mas eu não tive muita escolha.
-Entendo- deu de ombros- Bom, eu vou tentar deixar a Lola longe de você. Mas ela tá bem determinada a acabar com a tua cara.
-Falando em Lola...- eu a encarei enquanto me preparava pra apanhar. Mas a aparência dela estava tranquila e isso me assustou ainda mais.
-Ai, que dor de cabeça- reclamou sentando-se ao meu lado.
-Não vai me bater?
-Tô com muita dor pra pensar em como fazer isso- murmurou- David me arranja um remédio pelo amor de Deus.
David revirou os olhos e saiu andando a caminho da enfermaria, provavelmente. Lola deitou no banco e fechou os olhos.
-Você vai gritar comigo se eu te fizer uma pergunta?- sussurrei apreensivo. Ela apenas negou- Você sabe se a Demi vai vir pra cá em algum fim de semana?
-Vocês vão estar viajando durante os dois fins de semana que ela vem- respondeu calmamente- Quando vocês voltarem vai estar quase na hora dela voltar também.
-E você já falou com ela?
-Não, só ontem quando eu me despedi. Ela só me mandou uma mensagem dizendo que chegou e que estava tudo bem- deu de ombros- Por quê? Se arrependeu?- ela levantou a cabeça para me encarar.
-Não sei se é arrependimento- eu disse receoso- Eu tava com muito medo de fazer alguma besteira. Eu tentei sim falar com ela e acabar com esse tempo, mas ela não quis me ouvir.
-Ela não quer voltar a namorar com você?- Lola arregalou os olhos.
-Ela não quis falar nada pelo celular, eu nem falei que queria o nosso namoro de volta- expliquei- A Demi prefere que a gente converse quando ela estiver de volta.
-Eu tento ficar com raiva de você, juro que eu tento, mas eu não consigo. Por incrível que pareça eu até entendo o seu lado, mesmo achando que você bobeou.
-Eu sei que eu pisei na bola, mas foi o único jeito que eu vi. Eu só espero que ela não fique chateada comigo, que fique tudo bem quando ela voltar.
-A Demi não vai terminar tudo com você- ela sorriu- Ela te ama. E eu sei que você ama ela também.
Eu sorri na direção dela e Lola me deu um abraço. Eu esperava que fosse isso mesmo. Que nada entrasse no nosso caminho.
Continua...
Pessoaaaal, como foi a virada do ano? Começaram 2014 com o pé direito? Espero que sim <3
Muito obrigada por tudo, e comentem, poooor favor!
Ah, a fic tem mais 5 capítulos :)
Amo vocês,
Mil beijocas,
Brubs <3

comentários respondidos> capítulo 16 / feliz ano novo