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30 de ago de 2013

Capítulo Vinte e Nove!

-Posso falar com você?- ela perguntou parada à porta.
-Entra.
-O que ta acontecendo com você?- Caty se sentou ao lado de Joe, que permanecia deitado na cama encarando o teto.
-Eu tava pensando em voltar pra Nova York- deu de ombros- Me desculpa, Caty, mas eu não quero ser obrigado a ver a Demi com nenhum outro cara, muito menos com esse daí.
-Você... ainda ama muito ela, não é?- a menina forçou um sorriso e Joe sentou-se, encarando-a.
-Eu nunca deixei de amar a Demi e eu...achei que foi muita egoísmo da parte dela terminar tudo que a gente tinha...
-Por causa de mim- ela completou, deitando sua cabeça no peito dele.
-Não, Caty... isso é só entre eu e ela. Era a nossa vida, sabe? Eu entendo que ela estava se sentindo mal por causa da briga de vocês mas passou. Ela aguentou por tanto tempo, agora já tá tudo bem e parece que nunca aconteceu nada.
-Vocês eram fofos juntos, eu preciso admitir- riu- Joe... eu já superei, eu juro. Durante muito tempo eu tive inveja porque você gostava dela só que... eu acho que a nossa amizade é maior que esse sentimento ruim. Não quero impedir vocês.
-É tudo coisa da Demi, ela quis assim e parece que não quer voltar atrás. Eu só não entendo por quê. Eu não sei se ela não me amava tanto quando eu a amo, porque ela ta conseguindo seguir a vida dela.
-Bom, eu queria poder dizer alguma coisa concreta mas a Demi se recusa a falar disso comigo. Eu já disse que eu superei. Só que... eu sei que ela te ama. E eu vou juntar vocês dois.
-Eu agradeço mas não é o que eu quero. Não vai ser real se você tentar nos juntar. Tem que partir dela. Se a Demi quiser, ela vai dar o primeiro passo. Se não... é só ela continuar com o Bred e eu sigo a minha vida.
-Não fala como se fosse fácil.
-Ninguém disse que é. Pelo contrário, tá sendo a coisa mais complicada do mundo. Eu nunca pensei que fosse doer tanto ver alguém sair da minha vida.
-Nossa, isso foi...
-Gay- riram juntos- A Demi me vira do avesso, cara- balançou a cabeça em reprovação.
-Eu nunca te vi assim. Isso é estranho demais- ela comentou- Você não sai desse quarto e ta com uma cara péssima.
-Eu amo muito a Demi, Caty- ele disse sério- Como eu nunca amei ninguém na minha vida e eu odeio sentir isso. Você não sabe como eu queria que a gente ainda se odiasse.
-Mas as coisas que aconteceram entre vocês não te deixam feliz?
-Sim, mas do que adianta? Me tortura ainda mais quando eu penso em tudo isso porque agora acabou. Seria muito melhor se não tivesse acontecido nunca.
-Você tá falando isso da boca pra fora- sorriu.
-Eu sei- ele fez o mesmo- Eu só quero convencer a mim mesmo.
-Não tá dando certo.
-Não me diga- ele riu cínico.
-Quem diria, Joe Jonas apaixonado por uma menina.
-Eu já me apaixonei outras vezes- garantiu.
-Você nunca chorou por nenhuma delas. Nunca se sentiu mal. Você só arrumou outra e essa sua técnica não funcionou dessa vez. Acho que tem uma pequena diferença aí...
-É. É verdadeiro- ele sussurrou.
-Então... não quer que eu fale com ela?- perguntou antes de deixar o quarto.
-Não- disse- Eu vou passar o resto da semana na casa da minha tia, só pra esfriar a cabeça. Eu volto no domingo- disse.
-Ok- assentiu- Mas eu não vou deixar vocês voltarem para Nova York separados- disse.
-Tudo bem- ele sorriu e a abraçou.
Demi saiu de trás da porta antes que Caty a visse. A menina desceu as escadas e sentou-se novamente no sofá. 
****
-Joe, tô saindo- a tia Mel gritou lá debaixo- E tem uma amiga sua entrando. Juízo.
Ele desceu as escadas e deu de cara com Demi.
-Oi- ela forçou um sorriso.
-Tá fazendo o que aqui?- ele perguntou curioso. Soou meio estranho, o que levou Demi a fazer uma expressão estranha- Não, desculpa- ele riu dela- Só tô surpreso.
-Ah- ela sorriu- Você tá ocupado? Tem como a gente conversar?
-Estou a sua disposição- ele disse.
-É que... ai...- ela se encostou na parte de trás do sofá e ele fez o mesmo, permanecendo ao seu lado- Tá, eu ouvi o que você falou hoje com a Caty e isso me fez tomar coragem pra vir aqui e... te pedir desculpas- ela disse com muita rapidez.
-Desculpas?
-Não- ela balançou a cabeça- Sim, não sei! Não sei de nada, só que eu te amo e eu quero o nosso namoro de volta.
-Sério?
-Sério.
-Mas e o Bred? E a Caty?
-O Bred é um imbecil que estragou a minha vida e depois eu usei ele pra tentar mostrar pra mim mesma que eu tava bem sem você. E a Caty... ela superou. Eu não vou estragar a minha vida nem a sua por uma culpa idiota que eu sinto.
-Quando foi que você mudou de ideia?- ele perguntou levando uma de suas mãos ao rosto dela.
-Eu não mudei. Eu nunca decidi que viveria a minha vida sem você, porque eu sabia que não ia conseguir- admitiu, sentindo o polegar de Joe acariciar sua bochecha.

O menino sorriu e ficou de frente para Demi. Uma de suas mãos permaneceu no rosto dela enquanto a outra se dirigia à cintura, iniciando um carinho do qual ela sentira muita falta. Seus rostos foram se aproximando até que seus lábios se encontraram em um beijo calmo.
Continua...

Tá pequeno mas tá aí. Foi o que eu consegui escrever agora :/
Genteeee meu aniversário foi dia 23 (parabéns pra mim) e esse é um dos motivos pelos quais eu não tive muito tempo. Agora eu ainda entrei num curso sábado (¬¬) e ninguém merece. Tá, eu sei, eu não mereço parabéns... mas não me matem, beleza?!
Obrigada pelos comentários :) Só pra deixar claro que eu li todos e vou fazer as divulgações logo logo!
Mil beijocas, até... não sei quando :(
Amo vocês,
Brubs <3

21 de ago de 2013

Capítulo Vinte e Oito!

Demi percebia como Joe havia começado a ignorá-la. E sabia bem o porquê.
-E aí, Bred- Caty sorriu abraçando-o. Joe não sabia se ficava mais irritado ao ver isso ao a cena que se seguiu. O que era mais absurdo? Sua melhor amiga ou sua ex namorada com aquele idiota?
-Conheço você- ele referiu-se a Joe, que assentiu sem nenhuma vontade- Não fomos... bem apresentados ainda. Sou Bred.
-Eu sei quem você é- revirou os olhos.
-Imagino que sim- o menino desviou seu olhar até Demi, que estava atenta à cena. Joe não parecia nem um pouco amigável naquele momento, e ela se lembrou de como ele ficara com raiva quando soubera de tudo e de como acertara em cheio a cara de Bred. É, aquilo não poderia acabar bem.
Bred levantou-se e foi falar com Demi. Abriu seu melhor sorriso e lhe deu um abraço. Joe virou o rosto e sabia que não conseguiria aguentar muito tempo ali sem desfigurar a cara do imbecil. Ele já tinha ciúmes de Demi por motivos óbvios, e agora ainda era Bred quem ficava se jogando pra cima dela?
-Então, o que vocês vão querer?- uma garçonete simpática veio até eles. Cada um resolveu tomar um sorvete diferente e assim continuaram, com o clima pesado, mas apenas para Joe e Demi.
-Como foi lá na Inglaterra?- Caty perguntou à Joe, deixando de lado o outro casal que conversava. Até que Demi e Bred estavam se dando muito bem.
-Bem legal- deu de ombros- Aquilo tudo que eu te falei.
-Mas você não me contou detalhes- revirou os olhos- Você fez alguma loucura? Não é possível que tenha ficado o tempo todo estudando.
-É... não fiz nada de muito diferente. Talvez algumas coisas bobas, mas você não precisa saber- sorriu brevemente.
-Alguma garota na parada?- ela acusou, sorrindo. Será que não percebia como Joe estava furioso em relação à Demi e Bred?
-Algumas. Nada demais também, só diversão.
-Vish, parece que alguém quer privacidade- ela comentou depois de um tempo, mexendo a cabeça na direção dos dois amigos, que saíam juntos rindo e conversando da lanchonete.
-Desde quando você é amiga dele, Caty?- Joe murmurou irritado. Que raios estava acontecendo ali?
-Bom... mesmo sabendo que não é isso exatamente o que você quer saber- ela riu sem humor- Eu me tornei amiga dele durante esse tempo. Rolou uma parada entre a gente, mas... passou. Só amizade mesmo.
-Você ficou com esse cara?
-Não foi nada muito intenso- suspirou- Ele mudou, sério mesmo.
-Eu não acho que ele tenha mudado.
-Você não o conhece. O que você sabe sobre ele é fruto do que a Demi te contou, provavelmente. Mas isso aconteceu quando ela estava chateada com ele. Eu tenho certeza que ela mudaria a descrição se fosse na época em que eram amigos.
-Não interessa o que a Demi estava sentindo por ele naquele momento, Caty. O que interessa é o que ele foi capaz de fazer. Esse cara é um idiota.
-As pessoas erram e se arrependem. Ele mudou muito e já se desculpou com a Demi. Agora eles estão se dando bem, pelo visto- deu de ombros.
-Eu vou indo, Caty- ele disse- Eu preciso arrumar as minhas coisas e dar uma passada na casa da minha tia- explicou- Depois a gente se vê.
Beijou-lhe a testa e a menina foi até o balcão para pagar. Passando pela calçada, Joe observou Demi e Bred sentados juntos. Evitou encará-los, mas a menina percebeu. E se Bred percebeu, fingiu muito bem não ligar. Concentrou-se na conversa chamando a atenção de Demi para que a menina desviasse o olhar de Joe.
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-Cadê a Caty?- a menina perguntou, se aproximando com calma. Joe estava deitado na cama da amiga, mexendo no computador dela.
-Não sei- deu de ombros.
-Como não sabe?
-Ela saiu, mas não se pra onde- respondeu friamente, sem desviar o olhar da tela.
-Você tem algum problema comigo?
-Talvez eu tivesse- murmurou- Talvez eu me importasse demais com alguém que não precisava.
-Do que você tá falando?- perguntou confusa- Quando você chegou você ainda olhava na minha cara, de uma hora pra outra parece que não quer mais me ver.
-Como você teve a coragem de voltar a ser amiga daquele cara, Demi?- ele deixou o laptop de lado e encarou-a com fúria nos olhos.
-Qual o problema nisso? Eu conheço o Bred a anos.
-Eu achei que você realmente tinha sido sincera me falando tudo aquilo.
-E eu fui! Mas as coisas mudam, Joe.
-Tô vendo como mudam.
-É por isso que você tá agindo como um idiota comigo? Por causa da minha amizade com o Bred?
-Se tem algum idiota aqui é ele e não eu. A única coisa que eu queria era te proteger, porque aquele imbecil não merecia o seu perdão. Mas não adianta, você é teimosa demais. Parece que gosta de ser usada.
-O que eu faço ou deixo de fazer não é mais da sua conta. Deixou de ser há muito tempo. Você não tem mais nada a ver com a minha vida, me deixa viver ela do meu jeito- disse com raiva.
-Eu deixo, Demi. Mas depois não vêm chorar dizendo que eu estava certo.
-Eu nunca faria isso.

-Bom saber- deu de ombros e deixou-a sozinha no quarto.
Continua...

Mil perdões, do fundo do meu coração. Eu estou enrolada pra escrever, com muitos trabalhos e provas :( Eu ia fazer esse capítulo bem maior mesmo pra compensar vocês mas isso demoraria mais sei lá quantos dias então postei isso mesmo. É o que eu tenho agora e eu peço que tenham paciência, por favor. Eu sei que é horrível não ter capítulos para ler e eu também odeio isso, então eu compreendo o que estão pensando sobre mim. Mas eu não tenho outro jeito, me desculpem!

Mil beijos, amo vocês
Brubs <3

4 de ago de 2013

Capítulo Vinte e Sete!

Passaram-se seis meses. E... o que aconteceu durante esse tempo?
Joe e Demi se viam às vezes na faculdade, mas não chegavam a se aproximar. Tentavam manter a maior distância possível e isso acabou tornando-se uma prioridade de ambos. Foram a algumas festas em comum, mas nada aconteceu, como já era esperado. Joe fez como o prometido, não tentou uma reaproximação. Se ela quisesse, ela mesma tentaria. Mas Demi não o fez. Ela permanecia determinada e focada em sua decisão.
Eu podia descrever cada dia que passaram separados durante esse tempo, mas seria monótono demais. Porque nada mudou. Os dias passaram e juntaram-se formando esses seis meses. Mas o sentimento, as memórias, as palavras, tudo ainda estava fresco na cabeça de ambos, como se não tivesse se passado tanto tempo. Suas mentes permaneciam presas do mesmo modo como estavam no dia da separação e no dia seguinte. Esses dois foram os últimos que importaram realmente para ambos. O que aconteceu depois não foi nem de longe diferente.
Quando chegou em casa depois do último dia de aula, Demi recebeu uma mensagem em seu celular. Era Melody, uma das amigas que ela tinha feito depois disso tudo. Enquanto ainda tinha Caty como melhor amiga e Joe ao seu lado na faculdade, ela não precisava se preocupar com outras companhias. Mas agora, como tudo havia mudado repentinamente, ela decidiu dar uma chance ao seu novo círculo de amizades. Melody era uma menina bem legal e conhecia Joe. Já havia namorado um dos amigos dele e ela também achava que Demi fizera a coisa errada, mas disso todos sabiam. De qualquer forma, estava ali para ela sempre que precisava de alguém.
A mensagem perguntava se ela iria à festa hoje à noite. Demi sabia que Joe iria, porque ninguém se atreveria a faltar. Era a última festa do ano, que daria início as férias. Ela era a única que não estava nem um pouco afim de ir. Festas com Joe significavam uma chance de vê-lo com outras garotas e isso não a agradava. Preferia ficar em casa.
Porém o motivo que a impedia dessa vez era diferente. Tinha em mãos uma passagem para L.A. e embarcaria em algumas horas. Durante esse tempo, ela trabalhara em uma livraria ali perto e fazia alguns outros trabalhos quando podia nos fins de semana, Havia juntado dinheiro suficiente para viver bem. E falara com Caty também. Contou o que aconteceu e achou que finalmente estava tudo bem entre elas. Como agora teria três meses pela frente, ela decidira passar esse tempo com a família e isso com certeza a ajudaria a recuperar a amizade com a garota.
Joe não se importou em viver sua vida depois que algum tempo longe de Demi. Não se apaixonou por ninguém mas tentou esquecê-la de várias maneiras. Até um namoro com uma menina ele tentou, mas lógico que era movido à falsidade. Não sabia de mais nada sobre a vida dela, mas nem tentava. Pelo menos ela estava se virando como disse que faria.
As férias haviam chegado e Joe resolvera viajar. Ia passar um mês na Inglaterra fazendo um curso de arquitetura e quando voltasse, iria para L.A. encontrar com Caty. Prometera a ela que passaria um tempo lá e agradecia por nada ter mudado entre os dois. Evitou perguntar sobre ela e Demi, mas Caty o fez por ele. Ela comentou sobre o término e deixou que Joe falasse o que quisesse, mas ele preferiu ficar quieto. Não estava a fim de desabafar com a menina no momento, e muito menos por telefone. Se falasse sobre Demi, seria pessoalmente, quando estivessem passando um tempo juntos. Caty garantiu que já havia a perdoado pelo que acontecera e sabia que não havia sido culpa de Demi, que não havia sido proposital. Ela também disse que sentia muito pelo fim do namoro, e que em nenhum momento quis que eles terminassem por causa dela. Joe duvidou um pouco, porque ele sabia que no começo Caty queria sim isso. Mas ouvindo-a falar tão abertamente sobre o assunto e com tanta sinceridade, ele acreditou.
Ela não falou sobre Demi depois e ele fez o mesmo. As conversas entre ambos estavam voltando ao normal e isso o agradava. Ele tinha sua melhor amiga e Demi também. Pelo menos já era um começo.
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Demi estava na sala da casa dos pais de Caty. Estavam no comecinho de Janeiro, o que significa que o Natal e Ano novo já haviam passado. E ocorreu tudo bem, aquela mesma coisa de sempre. A troca de presentes, os desejos para o novo ano...
-Eu ainda não consigo colocar na cabeça a ideia de que você e o Bred são amigos- ela disse para a amiga, colocando mais uma colher do sorvete na boca- Eu tenho nojo só de chegar perto dele.
-Demi, ele se arrependeu do que fez. O Bred é uma pessoa muito legal e você deve confessar isso. Tirando o que aconteceu de... ruim entre vocês, você sabe que ele é bem divertido.
-Claro, eu achava o mesmo até tudo aquilo acontecer- disse- Eu não gosto de lembrar dessas coisas, Caty, ainda me magoa. Eu tenho medo dele, por menor que seja, eu ainda tenho.
-Acredita em mim, ele mudou- forçou um sorriso confiante.
-Não sei se isso é possível.
-Todo mundo merece uma segunda chance, Demi- ela disse- Não é mesmo?
-Aham- a menina concordou, desviando o olhar. Caty havia lhe dado uma segunda chance...tá, mas não era a mesma coisa com Bred. A situação era bem diferente.
-Ele quer voltar a ser seu amigo, mas só isso. Ele não quer mais do que amizade dessa vez. Quer te pedir desculpas.
-Isso vai ser bem estranho.
-Ele chega de viagem daqui a pouco-deu de ombros- Ele vai vir pra cá assim que chegar.
-Eu não preciso estar aqui, né?- perguntou com uma careta.
-Ah Demi- ela resmungou- Eu já te contei sobre o que aconteceu entre a gente e eu não sei como vai estar o clima. Por favor, com você aqui vai ser mais fácil.
Ela e Bred andaram se pegando por algum tempo. Haviam ficado algumas vezes mas segundo a menina eles sempre agiam como se nada tivesse acontecido. Um dia antes dele viajar, ela resolvera que não queria mais nada, e como ele pensava da mesma forma, assim ficou decidido. Mas ela tinha medo de como ele encararia a situação ao vê-la novamente.
-Vai ser mais difícil, isso sim! Imagina como vai ficar o clima? Eu já te avisei pra ter cuidado com o Bred, Caty. Você sabe do que ele fez, como pode agir tão naturalmente? Eu me mudei pra Nova Iorque só pra tentar fugir disso.
-Na verdade, você se mudou por causa da escola e das fofocas, não só por causa do que aconteceu. Já se passou mais de um ano, Demi, você precisa superar.
-Eu não te contei que ele tentou me agarrar à força naquele estacionamento?
-Sim, contou- revirou os olhos- Mas e daí? Eu já disse, as coisas mudaram. E você precisa lidar com os seus medos. Não vai ter sempre alguém pra te proteger e nem um lugar pra fugir. São coisas da vida.
-Você mudou muito o seu jeito de pensar em seis meses- Demi disse.
-Muita coisa aconteceu em seis meses, Demi.
.....................
Bred chegou algumas horas depois. As coisas demoraram para dar certo, mas logo Demi baixou a guarda e decidiu dar a ele uma... chance. Não, na verdade, ela apenas fingiu que era indiferente. Era como se a presença dele não mudasse em nada. Por dentro ela tinha medo e nojo sim, mas por fora, foi como se tivesse superado. Ele pediu desculpas e ela apenas disse um básico “tudo bem”.
Os dias seguintes passaram rapidamente mas foram diferentes. Demi sentia que ele queria se aproximar dela, mesmo que só como amigo, porque não via nenhuma segunda intenção. Ele estava definitivamente diferente. Estava o mesmo pelo qual ela se apaixonou.
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(alguns dias depois)
-Olha quem chegou- a voz da mãe de Caty ecoou pela sala, mas Demi e Caty não a viam. Ela parecia estar do lado de fora da casa, porém próxima da entrada.
-Joe- a irmão menor de Caty desceu as escadas correndo e passou pela porta como um raio.
-Joe- Caty gritou junto, com aquele sorriso imenso no rosto. Ela encarou Demi com uma expressão entusiasmada e em uma fração de segundos já estava junto à irmã.
Demi permaneceu onde estava. Sentada no sofá com as almofadas no colo. Porque ninguém tinha avisado a ela de que ele iria lá? E agora, o que ela faria depois de tanto tempo sem vê-lo?
Virou sua cabeça na direção das vozes e agora todos eles já estavam dentro de casa. Nicole, a irmã menor de Caty, estava abraçada as pernas dele e Caty recebia um abraço caloroso do menino. Joe tinha um sorriso no rosto assim como todos ao seu redor, menos Demi. Depois de um tempinho conversando ali, eles começaram a se aproximar. Nicole subiu novamente as escadas correndo e logo voltou com uma boneca nas mãos. Joe falava com a mãe de Caty enquanto a pequena menina tentava a todo custo chamar a atenção dele.
Demi respirou fundo e fechou os olhos por alguns segundos. Não sabia se deveria levantar-se e ir até ele ou se deveria continuar ali. Se optasse pela primeira opção, sabia que não conseguiria falar nada e se optasse pela segunda, talvez passasse a impressão de que não queria conversa. Mas logo o problema foi resolvido, porque Joe encarou-a e abriu um breve sorriso.
Caminhou em sua direção enquanto Nicole falava com ele, ainda presa na perna de Joe. O menino sorria e mexia com carinho no cabelo dela.
-Ei Nick, deixa eu falar com a Demi- ele pediu com um tom divertido para a menina que o puxava na direção contrária. Provavelmente não queria que ele se sentasse no sofá.
-Vocês se conhecem?- perguntou curiosamente.
-Aham- ele assentiu.
-De onde?
-Hum... ela morou um tempo comigo lá em Nova Iorque- disse.
-Um dia você me leva pra morar com você também?- pediu e ele sorriu concordando- Promete? A Demi vai brigar com você se você não me levar- avisou e todos riram- Não vai, Dem?
-Pode deixar comigo- piscou para a menina, sorrindo.
Nicole deu pulos de alegria e saiu a procura da mãe e da irmã, gritando a novidade pela casa. Joe riu e balançou a cabeça em reprovação. Se aproximou mais e inclinou o corpo na direção de Demi, lhe dando um beijo rápido na testa.
-E aí, tudo bom?- questionou sentando-se ao seu lado.
-Uhum- ela forçou um sorriso- Você?
-Acabei de voltar da Inglaterra- ele deu de ombros- É um bom lugar pra arquitetura.
-Vou lembrar disso.
-Eu... fico feliz que a sua amizade com a Caty tenha voltado ao normal- ele disse depois de um tempo.
-É- Demi forçou um sorriso, desviando o olhar- Como se nada nunca tivesse acontecido- deu de ombros e ele assentiu- Parece que vocês dois também estão bem.
-Melhor do que nunca, eu acho.
-E você vai ficar por aqui?-ela perguntou.
-Aham. Por algum tempo.
-Ei, vocês dois- Caty se aproximou sorrindo e se sentando no colo de Joe- Vamos tomar um sorvete? Bred já está esperando por nós.

Ela puxou Joe pela mão e o menino a seguiu, hesitante. Encarou Demi por um segundo e ela parecia nervosa. A expressão no rosto de Joe mostrava o quão decepcionado ele estava. E foi isso que Demi viu em seus olhos antes do menino se virar e continuar seu caminho.
Continua...

Genteeeee consegui terminar de escrever dcvwuluorl escutem... amanhã eu volto às aulas e... só avisando que vai ser mais complicado de escrever, portanto tentem não me matar :s
Obrigada por tudinho :3
Respostas aos comentários:
Amo vocês <3
Beijinhos,
Brubs!

1 de ago de 2013

Capítulo Vinte e Seis!

-Você não precisa se mudar assim tão depressa, Demi- ele disse com a voz séria, concentrado na televisão. Na verdade, não tinha a mínima ideia do que estava “assistindo”, mas não custava nada fingir que prestava atenção.
-Eu não acho justo ficar morando aqui- ela disse.
-A gente pode aprender a conviver por um tempo- ele deu de ombros- A gente fez isso antes e nós nos odiávamos.
-Acho que você já passou do ponto de me odiar dessa vez- disse procurando o telefone dentro da bolsa.
-Se isso te faz melhor, eu já te odiei muito mais- ele brincou, mas a brincadeira não rendeu em nada além de um breve sorriso forçado da menina.
-Não estou procurando um apartamento só porque nós terminamos- ela disse- Eu já ia fazer isso, era a ideia inicial quando eu vim pra cá.
-Você pareceu mudar de ideia depois- comentou.
-Eu não mudei, só não pensei nisso.
-E você sabe como vai fazer pra manter um apartamento aqui?- ele questionou- Você vai pagar uma fortuna de aluguel, não é qualquer emprego que vai te pagar o suficiente. Eu posso arranjar um emprego na loja dos meus pais- ele disse.
-Eu não quero mais depender de você pra nada, Joe. E eu agradeço tudo o que fez por mim mas ficar no mesmo apartamento que você depois de isso tudo, fingindo que nada aconteceu ou tendo que te ignorar... ou só tento que olhar pra você, isso não vai me ajudar em nada.
-Eu não quero ter que ficar no mesmo lugar que você também, Demi- afirmou- E não é porque eu te odeio, é exatamente pelo contrário. Eu só não quero simplesmente te expulsar daqui como se eu não me importasse com o que pode acontecer com você.
-Eu sei me virar- deu de ombros.
-Realmente espero que saiba.
Demi fez algumas ligações enquanto Joe tentava ao máximo não prestar atenção nelas. O menino se levantou e quando se deu conta já estava no quarto de Demi. Não sabia porquê e não havia entendido como parara ali sem ao menos pensar, mas ali continuou, sem fazer absolutamente nada além de observar as coisas dela já arrumadas.
-Eu acabei de resolver os últimos detalhes com o dono- ela disse atrás dele.
-Nunca vi alguém alugar um apartamento tão rápido.
-Eu deixei claro que era com urgência. E eu já havia falado com ele há alguns dias atrás.
-Impressionante como você me fez acreditar que estava tudo bem- ele comentou, dando as costas e voltando à sala.
-A última coisa que eu queria era trazer mais problemas pra você, Joe- disse- Você estava pra lá e pra cá, sempre entre mim e a Caty, eu via como você ficava arrasado.
-E só por isso você fingiu que ainda era a mesma coisa entre a gente?- perguntou.
-Eu não quero brigar com você- a menina respirou fundo. Seu coração batia rapidamente enquanto ele a encarava profundamente. Demi via tudo aquilo dentro de seus olhos. Angústia, medo, saudades, tristeza, decepção. O mesmo que ela sentia- Eu prometi pra mim mesma que não terminaria brigada com você.
-Quantas coisas mais você prometeu pra si mesma, Demi?- questionou realmente curioso- Onde você arrumou tempo pra isso? Porque eu estava ocupado me preocupando com você. Enquanto você fazia o que? Planejava em como terminaria comigo?
- O que você quer? Que a gente discuta e eu saia de vez daqui pra nunca mais olhar na sua cara? Joe, se você quer começar a me odiar, já tem motivos suficientes pra isso sem precisar de uma briga.
-É engraçado como você acha que te odiar é fácil- ele riu sem humor.
- O que eu não quero é começar com aquele papo de “espero que sejamos amigos”.
-Se você quer tanto se livrar de mim e ponto de não querer mais nenhum tipo de ralação eu acho que esqueceu de mencionar que nada do que aconteceu foi verdadeiro.
-É claro que foi verdadeiro- ela estreitou os olhos- O que você quer ouvir? Que eu não consigo ficar no mesmo lugar que você porque me parte o coração saber que eu não te tenho mais? Que eu me arrependo a cada segundo pelo que eu fiz mas mesmo assim não posso voltar atrás? Que eu não posso arriscar ter a sua amizade porque eu não seria capaz disso? Que toda vez que você fala comigo eu resisto pra não dar o braço a torcer? Eu não posso ser sua amiga nem ter você por perto porque eu não quero ter que fingir que não te amo mais.
-Eu acho que já é suficiente- ele a encarou antes de virar as costas e ir até seu quarto.
Demi apertou os olhos e agradeceu por ele não ter percebido o quanto ela chorara durante o restante do dia de ontem. Não queria mostrar que estava doendo demais porque assim talvez fosse mais fácil de convencer a si mesma de que fazia a coisa certa. Precisava encontrar um jeito de concertar toda a burrada que fizera e a única maneira seria se afastar de Joe. Concertar esse erro seria essencial para que acontecesse o mesmo com os outros. Deveriam ser eliminados por mais que doesse.
Demi pegou suas malas e caminhou com elas até a porta. Chamou um taxi e levou-as até o novo apartamento que ficava a menos de 10 minutos dali. Mas isso era um detalhe do qual Joe não precisava saber.
O lugar era agradável e aconchegante, porém nunca seria nem comparado ao apartamento dele. Porque não existia ele ali. Não existia aquela companhia que lhe faria falta, que havia se tornado indispensável em tão pouco tempo. Ela não havia de fato pensado em como seria a vida sem ele a partir daquele momento. Seria praticamente impossível. Conviver com Joe se tornara parte de sua vida e mesmo quando se odiavam ela não queria distância. Em alguns momentos chegou a pensar que sim, mas deveria confessar que a ideia de se mudar nunca se passara pela sua cabeça. Por mais que a ideia inicial realmente fosse essa_ procurar outro apartamento o mais rápido possível_ ela descartara de primeira. No fundo achava que não precisaria mais se preocupar com isso, mas talvez estivesse enganada.
Enxugou os olhos e voltou para se despedir de Joe. Ainda tinha algum dinheiro e arrumar um emprego não seria tão difícil, ela já havia até recebido algumas ligações para entrevistas.
-Joe- ela chamou por trás da porta que estava um pouco aberta- Posso entrar?- perguntou.
Ele estava deitado na cama com os fones no ouvido.
-Pode- disse sentando-se na cama- Achei que já tivesse ido- disse imparcial.
-Eu só fui deixar as malas lá- deu de ombros se aproximando- Não quero que fique com raiva de mim, Joe. Porque é o que eu sinto quando fala comigo.
-Demi, como você quer que eu me sinta?- questionou com sinceridade nos olhos. Ele não sabia mais como agir.
-Você tem todos esses direitos- afirmou- Eu só...- ela virou a cabeça para trás rapidamente e não ligou se seus olhos estavam vermelhos ou marejados. Os dele também estavam- Eu queria me desculpar e agradecer mais uma vez. Por tudo o que você fez por mim desde que eu cheguei aqui. E eu queria muito ser sua amiga, porque você... é a melhor pessoa que eu já conheci- sua voz agora estava mais baixa- E eu não sei como vai ser a minha vida sem você mas mesmo que nós não sejamos amigos, eu espero que também não sejamos inimigos.
-Conta comigo pro que você precisar- ele disse abraçando-a com calma. A menina o envolveu com força e assentiu brevemente- A gente pode não se ver toda hora ou nunca se ver nem se falar- ele disse se afastando um pouco- Mas eu acho que seria injusto com tudo que aconteceu se não fôssemos amigos.
-Tava juntando coragem pra te falar isso- ela riu brevemente e ele a acompanhou.
-Eu ia me oferecer pra te levar mas por algum motivo eu acho que você não quer que eu saiba onde você vai morar agora- ele disse despreocupado.
-Não é isso- ela tentou protestar.
-Relaxa- ele forçou um sorriso- Não pretendo bater a sua porta e dormir no chão esperando você abrir e mudar de ideia. Eu tenho um pouco de respeito próprio.
-Achei que você fosse do tipo que corria atrás.
-Só quando a outra pessoa quer, Demi- ele afirmou e levantou-se, saindo do quarto- Se eu tivesse feito alguma besteira eu iria atrás sim. Mas você fez o que achou melhor, eu não vou mais tentar mudar a sua cabeça.
-Eu espero que você seja feliz- ela disse sincera.
-O mesmo pra você- ele forçou um sorriso e a menina abriu a porta- Se cuida- beijou o topo da cabeça de Demi antes que ela sorrisse e virasse as costas, caminhando em direção ao elevador.
Fechou a porta quando a perdeu completamente de vista. Respirou fundo sem saber o que fazer. Como seria a partir de agora? Como ele dormiria sem ela ao seu lado?
Não tivera nem a oportunidade de se preparar para isso porque nunca pensou em perdê-la. Antigamente o pensamento lhe dava medo e agora, depois de tudo, só lhe restava um vazio imenso que não parecia ir embora nunca.

Demi estava há apenas algumas horas no apartamento. Colocou em sua cabeça que iria arrumar tudo, assim poderia manter-se entretida. Mas depois de alguns minutos (já que não havia praticamente nada para arrumar) ela já havia tirado e colocado no mesmo lugar todos os objetos que encontrou pela frente. Dobrou e desdobrou diversas vezes as roupas e andou para lá e para cá. Tudo que livrasse sua mente de Joe. Mas nada funcionou. Ela parecia uma paranóica obsessiva por limpeza e arrumação e não uma menina que tentava esquecer o ex. Acho que na verdade ela não queria esquecê-lo. O arrependimento por tornar-se tão dependente dele tornava-se constante e ela não sabia quanto tempo aguentaria.
Continua...

Como vocês foram legais comigo e comentaram, eu postei logo ougfvwpiugfvo e também porque eu consegui escrever \õ\õ
Comentem bastante, tá? Obrigada por tudo <3
Amo demais vocês,
Beijocas,
Brubs <3

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Capítulo 25